Conservadores declaram vitória na Alemanha e enfrentam novo desafio
Publicado 24/02/2025 • 09:21 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 24/02/2025 • 09:21 | Atualizado há 1 mês
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@CDU/Fotos Públicas
A aliança conservadora formada pela União Democrata-Cristã (CDU) e sua legenda-irmã, a União Social-Cristã (CSU), está prestes a assumir novamente o comando da Alemanha após a eleição federal de domingo, encerrando um período de instabilidade política que atormentou Berlim nos últimos meses.
A coalizão de centro-direita CDU-CSU venceu a disputa com 28,6% dos votos, enquanto o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em segundo lugar, com 20,8%. O Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, terminou em terceiro, com 16,4% dos votos, segundo resultados preliminares do Escritório Federal de Apuração.
Os números, que serão confirmados oficialmente nesta segunda-feira, indicam que Friedrich Merz, candidato da CDU-CSU, deve ser o próximo chanceler da Alemanha, assumindo o posto de Olaf Scholz, do SPD, após o colapso da coalizão de três partidos no final do ano passado.
“Vencemos porque a CDU e a CSU trabalharam bem juntas e nos preparamos muito, muito bem para esta eleição e também para assumir a responsabilidade de governar”, declarou Merz no domingo, quando as primeiras pesquisas de boca de urna apontavam a vitória da aliança conservadora.
A vitória da CDU-CSU encerra um período de incerteza na maior economia da Europa, mas agora começam semanas de negociações políticas para a formação de um novo governo de coalizão.
O cenário mais provável é uma aliança entre CDU-CSU e SPD, uma fórmula já testada na política alemã. No entanto, uma coalizão tripartite entre CDU-CSU, SPD e o Partido Verde também está em consideração.
Merz já descartou qualquer possibilidade de aliança com o partido populista e anti-imigração AfD, que obteve seu melhor resultado eleitoral até agora.
Merz “tem claramente um mandato para formar um novo governo”, afirmou David McAllister, político da CDU e membro do Parlamento Europeu, em entrevista à CNBC nesta segunda-feira.
“Ele será um excelente chanceler porque o conheço há muitos anos. Podemos confiar plenamente nesse homem e, com sorte, ele poderá restaurar a confiança na Alemanha. Essa será sua principal tarefa, e desejo a ele muito sucesso nisso.”
Os mercados europeus reagiram com cautela ao resultado da eleição, mas o índice DAX da bolsa de valores alemã abriu em alta de cerca de 0,4% nesta segunda-feira.
Apesar desse alívio momentâneo, o novo governo alemão terá desafios significativos pela frente.
A divisão política em Berlim tem sido vista como um fator negativo pelos investidores, que alertam que a Alemanha precisa enfrentar uma série de problemas. Entre eles, a estagnação econômica que afetou o país nos últimos anos, com seu modelo baseado na indústria automobilística e exportações demonstrando vulnerabilidades. Além disso, o debate sobre imigração e integração social impulsionou o crescimento e a popularidade do AfD.
O papel da Alemanha na geopolítica europeia também está em pauta, especialmente diante da guerra em curso na Ucrânia. Além disso, o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e suas ameaças de novas tarifas comerciais representam mais um possível obstáculo econômico.
Economistas avaliam o impacto de um governo liderado pela CDU-CSU na economia e nas reformas fiscais do país, especialmente no que diz respeito à “âncora da dívida” — política fiscal prevista na Constituição alemã que limita o endividamento do governo.
Estratégias do Deutsche Bank apontam que, embora o resultado das eleições possa reduzir o risco de negociações conturbadas para a formação da coalizão, ele também confirma uma tendência crescente de rejeição ao establishment político, tanto na Alemanha quanto no restante da Europa.
“O resultado marca a menor participação de votos já registrada para os dois principais partidos, mesmo com uma taxa de comparecimento (82,5%) que foi a mais alta desde pelo menos 1990. Além disso, deixa os partidos centristas sem uma maioria constitucional de dois terços, já que CDU-CSU, SPD e os Verdes juntos representam pouco menos de 66% das cadeiras no Parlamento. Isso significa que qualquer reforma na âncora da dívida, incluindo aumentos nos gastos com defesa, exigiria apoio de um dos partidos menores. Embora não seja impossível, isso demandaria compromissos políticos significativos”, escreveram os analistas do banco em nota.
A política fiscal tem sido uma questão espinhosa em Berlim, com debates entre os partidos sobre se a âncora da dívida garante responsabilidade nos gastos públicos ou se limita o crescimento e os investimentos.
Independentemente disso, a discussão pode se tornar irrelevante diante de uma economia que já flerta com a recessão há meses.
“A primeira notícia menos ruim: a Alemanha terá um novo governo que, assim que definir sua agenda, poderá encerrar um longo período de incerteza política paralisante”, afirmou Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg Bank, em uma nota divulgada nesta segunda-feira.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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