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Davos 2026 termina com CEOs mais cautelosos e alerta do JPMorgan sobre nova ordem global

Publicado 24/01/2026 • 12:55 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • JPMorgan alerta que políticas migratórias restritivas ameaçam crescimento, produtividade e mercado de trabalho
  • Fórum Econômico Mundial reforça impacto da geopolítica e da IA nas decisões corporativas em 2026
CEO da Vale, Gustavo Pimenta, concede entrevista ao Times Brasil - CNBC em Davos 2026

Reprodução

Em Davos, CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a empresa avança de forma consistente com base em eficiência operacional e logística.

O Fórum Econômico Mundial encerrou sua edição de 2026, em Davos, com um traço dominante no discurso corporativo: maior cautela pública diante de temas políticos e geopolíticos, mesmo em um ambiente marcado por crescimento econômico moderado e avanços tecnológicos relevantes.

Com mais de 800 CEOs presentes, o encontro funcionou como um termômetro do humor empresarial global. Em painéis oficiais e conversas reservadas, executivos demonstraram preocupação com possíveis retaliações regulatórias, comerciais ou institucionais ao comentar política internacional de forma direta.

Cautela pública e críticas seletivas

Apesar do tom mais contido, algumas lideranças empresariais optaram por críticas objetivas a políticas migratórias, tarifas comerciais e restrições ao comércio internacional, indicando que a relação entre governos e empresas segue em ajuste ao longo de 2026.

A percepção recorrente foi de que a geopolítica passou a interferir de forma mais direta nas decisões corporativas, exigindo maior cuidado na exposição pública de posicionamentos.

Leia também: CEO do JPMorgan alerta Trump em Davos: imigração é vital para o crescimento dos EUA

JPMorgan alerta para imigração e nova ordem econômica

Um dos discursos mais diretos partiu de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que discordou publicamente da abordagem do presidente Donald Trump em relação à política migratória dos Estados Unidos.

Dimon afirmou que restrições severas à imigração podem comprometer o crescimento econômico americano e afetar setores intensivos em mão de obra, como saúde, hotelaria, restaurantes e agricultura.

“Nós precisamos dessas pessoas. Elas trabalham em hospitais, hotéis, restaurantes e na agricultura”, disse o executivo durante um dos debates em Davos, ao comentar operações recentes do ICE.

O CEO do JPMorgan também destacou que a imigração tem sido, há anos, um dos principais vetores para sustentar o crescimento econômico dos Estados Unidos, defendendo caminhos regulatórios mais claros para trabalhadores e solicitantes de asilo.

Leia também: Vale busca retomar protagonismo na mineração, diz CEO

Clima de receio entre executivos

A fala de Dimon destoou do comportamento predominante entre CEOs americanos nesta edição do fórum. Analistas de mercado apontam que muitos líderes empresariais evitam críticas públicas ao governo por receio de ações retaliatórias, cenário que contribuiu para o tom mais reservado observado em Davos.

Durante um painel, a editora-chefe da The Economist, Zanny Minton Beddoes, observou que há um ambiente de receio crescente entre executivos ao tratar de política nos Estados Unidos.

Migração entra no radar econômico

A política migratória apareceu ao longo do fórum como um tema econômico, e não apenas político. Executivos alertaram que restrições prolongadas à imigração tendem a pressionar produtividade, crescimento e oferta de mão de obra em economias avançadas.

O debate reforçou a ligação direta entre decisões de política doméstica e desempenho econômico em um ambiente global mais competitivo e fragmentado.

O custo e o simbolismo de Davos

Além do conteúdo dos debates, o fórum de Davos voltou a chamar atenção pelo custo elevado de participação. Empresas desembolsaram centenas de milhares de reais para garantir acesso ao evento, enquanto a imprensa operou com número limitado de credenciais.

O controle reforçou o caráter exclusivo do fórum e seu papel como espaço de networking estratégico e sinalização institucional.

Mesmo sob críticas recorrentes ao elitismo, Davos segue sendo um dos principais palcos globais para a leitura antecipada de tendências políticas, econômicas e corporativas.

O que Davos 2026 sinaliza para o ano

O balanço de Davos 2026 aponta algumas direções claras para os próximos meses:

  • A economia global cresce, mas com menor margem para erros.
  • A geopolítica influencia diretamente decisões empresariais e fluxos de investimento.
  • A inteligência artificial avança como ferramenta operacional, dependente de energia, capital e infraestrutura.

Mais do que consensos, o fórum deixou um mapa de riscos, prioridades e disputas que deve orientar governos, investidores e empresas ao longo de 2026.

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