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Dinamarca sinaliza abertura a diálogo sobre o “Golden Dome” após Trump citar acordo-quadro envolvendo a Groenlândia
Publicado 22/01/2026 • 08:47 | Atualizado há 2 horas
Publicado 22/01/2026 • 08:47 | Atualizado há 2 horas
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Pixabay
Bandeira da Dinamarca
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta quinta-feira (22) que o país está disposto a dialogar com os Estados Unidos sobre o plano de defesa antimíssil conhecido como “Golden Dome”, após o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar avanços em um acordo-quadro envolvendo a Groenlândia.
Em comunicado, Frederiksen disse que foi “bom e natural” que o tema da segurança no Ártico tenha sido discutido entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Na quarta-feira, Trump declarou que havia garantido um acordo-quadro sobre a Groenlândia, que inclui acesso a direitos de exploração mineral para os Estados Unidos e seus aliados europeus, além de cooperação no projeto do Golden Dome.
Leia também: Dinamarca propõe que Otan inicie operações de vigilância na Groenlândia
O entendimento parece representar um recuo parcial do presidente americano, que há anos defende o controle do território dinamarquês autônomo e, anteriormente, não descartava o uso de força militar.
A primeira-ministra da Dinamarca afirmou que conversou com Rutte antes e depois do encontro do secretário-geral da Otan com Trump em Davos, acrescentando que a aliança militar está “plenamente ciente” da posição de Copenhague.
“Podemos negociar tudo no campo político: segurança, investimentos, economia. Mas não podemos negociar nossa soberania. Fui informada de que esse também não foi o caso”, disse Frederiksen, segundo tradução automática do Google.
“O Reino da Dinamarca deseja continuar engajado em um diálogo construtivo com os aliados sobre como podemos fortalecer a segurança no Ártico, inclusive em relação ao Golden Dome dos EUA, desde que isso seja feito com respeito à nossa integridade territorial”, acrescentou.
Apresentado em maio do ano passado e frequentemente comparado ao sistema israelense “Iron Dome”, o Golden Dome proposto por Trump é uma iniciativa visionária de vários bilhões de dólares, concebida para proteger os Estados Unidos contra todos os tipos de ataques com mísseis.
“Eles vão participar do Golden Dome e vão participar dos direitos minerais — e nós também”, disse Trump em entrevista a Joe Kernen, da CNBC, na quarta-feira.
Questionado sobre a duração do acordo, o presidente respondeu: “Para sempre”.
Em uma publicação nas redes sociais pouco antes de falar à CNBC durante o Fórum Econômico Mundial, Trump afirmou que não imporia mais tarifas a oito países europeus por se oporem aos seus planos de adquirir a Groenlândia.
Leia também: Trump critica atuação da Dinamarca na Groenlândia e cobra contenção da Rússia
O presidente dos EUA havia proposto tarifas de 10% sobre produtos de Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido a partir de 1º de fevereiro, com aumento para 25% a partir de 1º de junho.
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou as ameaças como “fundamentalmente inaceitáveis”, enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu a medida como “completamente errada”.
“Discussões adicionais estão sendo realizadas sobre o Golden Dome no que diz respeito à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem”, escreveu Trump na Truth Social.
Os mercados acionários subiram imediatamente após a publicação de Trump, com expectativa de novos ganhos ao redor do mundo nesta quinta-feira.
Localizada entre os Estados Unidos e a Rússia, a Groenlândia é há muito tempo considerada uma área de grande importância estratégica, especialmente no que se refere à segurança no Ártico.
O território, rico em minerais e com cerca de 57 mil habitantes, está próximo de rotas emergentes de navegação no Ártico. O rápido derretimento do gelo cria oportunidades para reduzir de forma significativa o tempo de viagem entre Ásia e Europa em comparação com o Canal de Suez.
A Groenlândia também se situa sobre o chamado “GIUK Gap”, um ponto estratégico naval entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido que conecta o Ártico ao Oceano Atlântico.
A ilha, em grande parte congelada, é conhecida ainda por uma abundância de matérias-primas pouco exploradas, que vão de reservas de petróleo e gás a depósitos de minerais críticos e uma vasta concentração de elementos de terras raras.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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