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Dólar sobe com pressão inflacionária e aumento da percepção de risco no Brasil
Publicado 29/05/2026 • 18:16 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/05/2026 • 18:16 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta sexta-feira (29) em alta de 0,21% aos R$ 5,04 com o aumento da percepção de risco no Brasil, tanto pela via econômica, quanto pela segurança nacional. Na sessão, o mercado nacional sofreu com uma fuga de capital com o PIB mais forte que o esperado, o IPCA-15 indicando inflação persistente e a classificação das facções criminosas como organizações terroristas por parte dos EUA.
Segundo Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a enxurrada de dados econômicos tidos como pessimistas reduz as chances de um ciclo de corte de juros no curto prazo. “Quando o mundo fez a sua parte com dólar perdendo valor, o Brasil não fez a sua para conter a inflação, hoje estamos colhendo o que plantamos em 2025”, disse.
Já David Martins, diretor de investimentos da Brasil Wealth, explicou que o movimento de retirada de recursos do mercado acionário brasileiro não provocou uma disparada da moeda americana porque parte desse capital permaneceu no país aplicada em renda fixa.
“Essa queda mais expressiva do Ibovespa não foi acompanhada por uma alta tão forte do dólar porque uma parte desse recurso acabou ficando no Brasil em investimentos de renda fixa”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCMartins destacou que uma parcela relevante do capital estrangeiro que deixou o Brasil foi direcionada para empresas de tecnologia nos Estados Unidos, especialmente aquelas ligadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.
Também pesou a decisão do governo americano de identificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Para Ricardo Balistiero, economista e professor do Núcleo de Negócios do Instituto Mauá de Tecnologia, a medida cria um cenário de maior risco para instituições financeiras, empresas de logística, plataformas de tecnologia financeira, postos de combustíveis e outros segmentos que, ainda que indiretamente, possam manter relações comerciais com empresas posteriormente vinculadas às facções criminosas.
Em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, ele afirmou que a classificação amplia o alcance de sanções internacionais e exige que bancos e companhias reforcem mecanismos de compliance e monitoramento de operações para evitar possíveis penalidades. “O Brasil passa a ser um país mais caro para se fazer negócio”, disse.
Na avaliação do economista, países que enfrentaram medidas semelhantes tendem a sofrer uma redução do investimento estrangeiro direto. Segundo ele, a literatura internacional aponta que das cerca de 10% em alguns casos.
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