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Como o estado que criou Zuckerberg virou o pior lugar para filantropos, segundo índice

Publicado 09/08/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • A Califórnia, conhecida por abrigar algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo e grandes fortunas como a de Mark Zuckerberg, enfrenta uma contradição no campo da filantropia.
  • Apesar de concentrar o maior número de bilionários dos Estados Unidos, recebeu a pior avaliação do país.
  • O índice considera as condições para doações e atuação de organizações beneficentes.
Como o estado que criou Zuckerberg virou o pior lugar para filantropos, segundo índice

Foto: unsplash

Como o estado que criou Zuckerberg virou o pior lugar para filantropos, segundo índice

A Califórnia, conhecida por abrigar algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo e grandes fortunas, como a de Mark Zuckerberg, enfrenta uma contradição no campo da filantropia.

Apesar de concentrar o maior número de bilionários dos Estados Unidos, a Califórnia recebeu a pior avaliação do país. O índice considera as condições para doações e atuação de organizações beneficentes.

O levantamento da Philanthropy Roundtable analisou os 50 estados americanos com base em fatores como regras para instituições sem fins lucrativos, proteção aos doadores, incentivos fiscais e condições econômicas. A Califórnia ficou na última posição, com nota 2,73 em uma escala de 10, de acordo com informações da Fortune.

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Califórnia concentra riqueza, mas perde em filantropia

Segundo um relatório da Oxfam divulgado em abril, a Califórnia abriga 246 bilionários, incluindo nomes como Mark Zuckerberg, Jensen Huang e MacKenzie Scott, que já destinaram bilhões de dólares para projetos sociais e educacionais.



Apesar disso, o índice aponta que o estado possui uma das estruturas mais difíceis para organizações beneficentes. Na categoria que avalia a confiança do doador, considerando privacidade, tratamento tributário e proteção à intenção de quem faz a contribuição, a Califórnia recebeu apenas 0,88 ponto, a menor nota entre os estados analisados.

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O resultado não significa que grandes bilionários deixaram de doar, mas indica que instituições menores enfrentam mais dificuldades para cumprir as exigências regulatórias.

Pequenas organizações sentem maior impacto

Na Califórnia, entidades beneficentes precisam se registrar para solicitar doações, realizar auditorias quando a receita ultrapassa US$ 2 milhões (cerca de R$10,2 milhões) e pagar algumas das maiores taxas do país. Entre elas estão uma cobrança anual de relatório de até US$ 1.200 (R$ 6.100) e uma taxa de US$ 500 (R$ 2.550) para solicitações remuneradas.

Essas exigências pesam principalmente sobre instituições menores, que não possuem equipes jurídicas e contábeis como grandes fundações. Os custos de conformidade podem reduzir os recursos destinados aos projetos sociais. Ao mesmo tempo, a regulamentação também tem o objetivo de aumentar a transparência e evitar fraudes.

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Zuckerberg e grandes doadores continuam investindo no estado

Apesar da última colocação no ranking, a Califórnia continua recebendo grandes doações. Desde 2021, MacKenzie Scott destinou mais de US$ 461 milhões para instituições públicas de ensino do estado.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, e sua esposa, Lori Huang, doaram US$ 75 milhões (R$ 380,2 milhões) para o campus de arte, arquitetura e design da Universidade Vanderbilt em São Francisco. Já Zuckerberg e Priscilla Chan mantêm investimentos superiores a US$ 7 bilhões (R$ 35,8 bilhões) por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

O índice também destaca o contraste entre a Califórnia e outros estados. Enquanto Montana lidera a classificação, com nota 8, o Texas aparece na sexta posição, 44 lugares acima do estado que abriga Zuckerberg e outras grandes fortunas da tecnologia.

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