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O que está impedindo o desarmamento do Hamas e o avanço do acordo em Gaza?
Publicado 06/08/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/08/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
O que está impedindo o desarmamento do Hamas e o avanço do acordo em Gaza
O plano apresentado pelos EUA para encerrar a guerra na Faixa de Gaza enfrenta uma sequência de impasses que dificulta sua implementação. O principal obstáculo envolve o desarmamento do Hamas, exigência considerada indispensável por Israel, mas rejeitada pelo grupo palestino nas condições atuais.
As divergências aumentaram poucos dias após o anúncio da proposta elaborada pelo Conselho de Paz criado pelo presidente Donald Trump.
Leia também: EUA confirmam negociações entre Líbano e Israel para avançar acordo de segurança
O Conselho de Paz apresentou um plano com 15 pontos para realizar o desarmamento do Hamas e a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. No entanto, Israel e o grupo palestino passaram a interpretar o documento de maneiras diferentes logo após sua divulgação.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em vídeo que seu governo nunca aceitou a proposta nos termos apresentados. Segundo ele, Israel só deixará Gaza após o desarmamento completo do Hamas, incluindo armas leves.
Ao mesmo tempo, o Hamas também endureceu sua posição. O grupo declarou que não aceita entregar todas as armas e avisou que abandonará qualquer entendimento caso Israel mantenha ataques contra militantes.
De acordo com o The Wall Street Journal, um dos maiores pontos de conflito envolve a ordem das medidas previstas no acordo. O Conselho de Paz esclareceu que a retirada israelense aconteceria apenas depois da conclusão do processo de desarmamento.
Essa interpretação contraria o entendimento do Hamas, que esperava avanços simultâneos entre retirada militar e entrega gradual do controle político do território. A divergência aumentou a distância entre os negociadores e reduziu as chances de um acordo.
Além disso, mediadores também avaliam que o Hamas pode prolongar o processo de desarmamento para preservar influência política e militar dentro de Gaza.
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Siga o Times | CNBCMesmo durante as negociações, Israel manteve operações militares contra alvos na Faixa de Gaza. Segundo fontes internacionais, representantes de diversos países pediram a interrupção temporária dos ataques para facilitar as conversas, mas as ofensivas continuaram.
Vale destacar que Israel e Hamas são considerados inimigos históricos, o que dificulta ainda mais o processo de negociação. Além disso, a escalada dos conflitos no Oriente Médio entre EUA e Irã também intensificou os ataques entre as duas partes.
Além das negociações com Israel, o Hamas precisa administrar disputas internas no território palestino. Milícias locais e grupos armados apoiados por Israel aumentaram a pressão sobre o controle exercido pelo movimento na Faixa de Gaza.
Mesmo após mudanças na liderança, o grupo mantém a intenção de participar do futuro da região. Khalil al-Hayya, negociador do Hamas, adotou uma postura menos agressiva em comparação com seu antecessor, mas ainda assim rejeita a ideia do desarmamento.
Leia também: EUA estão prontos para retomar “compromissos”, diz Irã, após Trump sinalizar que acordo está próximo
Diante das dificuldades, mediadores internacionais passaram a defender um modelo semelhante ao utilizado na Irlanda do Norte, que na época encerrou um conflito de três décadas. A proposta prevê um desarmamento gradual, no qual as armas permanecem fora de circulação antes da entrega definitiva.
A estratégia busca reduzir a resistência política e militar das partes envolvidas, evitando um processo considerado “humilhante” para o Hamas e, ao mesmo tempo, oferecendo garantias de segurança para Israel.
Mesmo assim, representantes das negociações entendem que o processo ainda é longo e difícil. A combinação entre interesses políticos, operações militares e falta de confiança continua impedindo um acordo definitivo para encerrar a guerra em Gaza.
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