Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Corte de juros nos EUA abre espaço para valorização do real
Publicado 29/10/2025 • 16:01 | Atualizado há 3 meses
Oracle sobe 9% enquanto setor de tecnologia tenta se recuperar de perda de US$ 1 trilhão
EXCLUSIVO: Analistas de elite da Wall Street revelam 3 ações para ganhos de longo prazo
Elon Musk quer ser um trilionário e a SpaceX pode ajudá-lo a chegar lá
EXCLUSIVO: Berkshire Hathaway brilha com caixa recorde enquanto setor de tecnologia recua
EXCLUSIVO: Luckin Coffee desafia hegemonia do Starbucks na China com nova aposta no mercado premium
Publicado 29/10/2025 • 16:01 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos terá impacto limitado na política monetária brasileira, mas poderá afetar o câmbio, afirmou o economista Otto Nogami, sócio da Nogami Economia & Estratégias e professor do Insper, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“A influência é praticamente nula sobre a política de juros, porque o momento inflacionário brasileiro é totalmente diferente do americano. Mas pode haver reflexo no fluxo de capitais”, disse. “Se houver entrada de capital estrangeiro mais forte, nossa moeda tende a se valorizar, e isso vem num momento oportuno, já que no fim do ano costuma haver uma saída maior de dólares.”
Leia mais:
Ibovespa B3 acelera e alcança marca histórica de 149 mil pontos
Exportações brasileiras somam US$ 282,8 bilhões até outubro e saldo comercial atinge US$ 50,4 bilhões
Para o especialista, a decisão do Fed reflete a incerteza provocada pelo atual shutdown e pela escassez de dados econômicos: “A principal razão está ligada exatamente a esse momento de shutdown que os EUA estão vivendo, porque à medida que você não tem informações completas, isso acaba abrindo uma brecha para que o Fed possa acomodar eventuais interesses políticos”.
Segundo ele, a autoridade monetária age com cautela diante da falta de dados mais consistentes sobre inflação e emprego.
Nogami ponderou que teria adotado uma postura mais conservadora diante do cenário inflacionário e dos efeitos ainda imprevisíveis das tarifas americanas. “Apesar dessa inflação moderada, a gente não pode esquecer os efeitos do tarifaço sobre vários setores da economia norte-americana. À medida que o CPI começar a incorporar integralmente esses efeitos, essa tendência de moderação pode se reverter”, afirmou.
Ele destacou que a redução dos juros pode gerar um dilema para o Federal Reserve, ao mesmo tempo em que estimula a economia e pressiona os preços. “À medida que você reduz a taxa de juros, a demanda tende a aumentar. E o grande problema é o lado da oferta: o produtor americano hoje é mais cauteloso, não responde tão rapidamente como no passado. Se o setor produtivo não tiver capacidade de resposta imediata, esse desequilíbrio pode se refletir sobre os preços no curto prazo”.
O economista também apontou indícios de influência política na decisão do banco central americano. “A pressão estava sendo muito grande. A partir do momento em que surge essa brecha em função do shutdown, talvez eles politicamente enxergaram esse caminho para, pelo menos num curto prazo, acomodar interesses”, afirmou. “Não é exatamente uma decisão política, mas há, sim, uma influência política na condução da política monetária norte-americana”.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
NASA adia Artemis 2 após vazamento e redefine cronograma da volta humana à Lua
2
Tesouro Reserva: o que é e como funciona o novo título da B3?
3
Raízen esclarece rumores sobre dívida bilionária após questionamento da CVM
4
Banco Master: Vorcaro desfez-se de controle de frota aérea às vésperas de sua prisão
5
Novo concorrente da poupança e das “caixinhas”: vale a pena investir no Tesouro Reserva?