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Plano dos EUA na Groenlândia está “congelado” por falta de quebra-gelos
Publicado 23/01/2026 • 15:19 | Atualizado há 8 meses
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KEY POINTS
Sean Gallup | Getty Images
Uma bandeira da Groenlândia tremula sobre uma casa residencial em 21 de janeiro de 2026 em Nuuk, Groenlândia
A principal barreira a qualquer plano dos Estados Unidos, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou da Europa para a Groenlândia não é política nem econômica, mas física: o gelo. Ele bloqueia portos, aprisiona minerais e transforma o litoral em um risco permanente à navegação. A única forma de operar na região é com quebra-gelos – navios de grande porte, com motores potentes e cascos reforçados, capazes de abrir caminho em mares congelados.
Os EUA, porém, contam hoje com apenas três dessas embarcações, uma delas em estado precário. Embora tenham acordos para obter mais 11, Washington depende de estaleiros estrangeiros para ampliar a frota – seja de adversários estratégicos como China e Rússia, seja de aliados como Canadá e Finlândia.
Apesar de ter suavizado o discurso, o presidente Donald Trump segue defendendo maior presença americana na Groenlândia por razões de segurança e acesso a minerais críticos. Em Davos, afirmou que alcançar terras raras exige atravessar “centenas de metros de gelo”. Especialistas alertam, no entanto, que sem quebra-gelos não há acesso regular ao território. “Haveria um intervalo de dois a três anos em que os EUA mal conseguiriam chegar à ilha”, disse Alberto Rizzi, do Conselho Europeu de Relações Exteriores.
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Siga o Times | CNBCA Finlândia é peça central nesse cenário: construiu cerca de 60% da frota global de mais de 240 quebra-gelos e projetou metade do restante. A Rússia lidera em número de embarcações, com cerca de 100, seguida pelo Canadá. A China já supera os EUA e amplia rapidamente sua capacidade no Ártico.
Para reduzir a defasagem, Washington firmou acordo com Helsinque e Ottawa para a construção de 11 novos quebra-gelos. Ainda assim, os custos para mineração ou instalação de estruturas militares na Groenlândia seriam elevados e levariam anos para se pagar.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que está aberta a reforçar a segurança no Ártico, desde que haja respeito à integridade territorial. Já líderes europeus destacam que a segurança na região depende de cooperação – e do domínio de uma tecnologia que permanece concentrada nas mãos de poucos países. Fonte: Associated Press.
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