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Governo do Reino Unido vai proibir a revenda de ingressos acima do preço original
Publicado 18/11/2025 • 22:22 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 18/11/2025 • 22:22 | Atualizado há 4 meses
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Bandeira do Reino Unido
O governo do Reino Unido deve implementar, a partir de quarta-feira (19), uma proibição à revenda de ingressos acima do valor original. A medida abrangerá shows, grandes eventos esportivos e produções teatrais, segundo reportagens da imprensa britânica nas últimas 24 horas.
A iniciativa confirma o compromisso assumido pelo Partido Trabalhista durante a campanha, quando prometeu combater práticas consideradas prejudiciais aos consumidores, como a atuação de bots e a compra em massa de bilhetes para revenda a preços inflacionados. O primeiro-ministro Keir Starmer vinha sendo pressionado por artistas de grande alcance, entre eles Sam Fender, Dua Lipa e Coldplay, que assinaram uma carta pedindo limites legais para o mercado secundário.
O secretário da Habitação, Steve Reed, afirmou ao programa BBC Breakfast que o governo “está empenhado em proibir” a prática. A expectativa é que a nova legislação estabeleça tetos para as taxas cobradas pelas plataformas e limites de preço que impeçam brechas capazes de gerar aumentos artificiais. Uma investigação lançada no início de 2025 havia avaliado permitir acréscimo de até 30% sobre o preço original, mas a tendência agora é pela regra mais rígida.
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De acordo com estimativas do Departamento de Cultura, Mídia e Esporte, a mudança poderá reduzir o preço médio de revenda em até US$ 48.
Repercussão no mercado
As ações da StubHub recuaram quase 6% na terça-feira após os relatos da iminente proibição. A empresa acumula queda de 37% na última semana, após divulgar resultados sem fornecer projeções.
A Live Nation, controladora da Ticketmaster, também viu seus papéis caírem no pregão, alinhados ao movimento negativo do mercado. Em comunicado, afirmou apoiar integralmente o plano do governo britânico e destacou que já limita a revenda ao preço de face no país. A empresa classificou a medida como “mais um grande passo em frente para os fãs” e incentivou outros governos a adotarem políticas semelhantes.
A discussão ocorre em meio a investigações nos Estados Unidos sobre venda ilegal de ingressos via bots, estruturas de taxas consideradas enganosas e preços elevados no mercado secundário. Na turnê Eras, de Taylor Swift, o preço médio de revenda ultrapassava US$ 1.000.
Jack Antonoff, produtor e músico que trabalha com Swift, criticou declarações recentes do CEO da Live Nation, Michael Rapino, que sugeriu que ingressos estavam abaixo do preço de mercado. “A resposta é simples: vender um ingresso por um valor superior ao seu preço original deveria ser ilegal”, escreveu.
Em setembro, a Comissão Federal de Comércio (FTC) processou a Live Nation e a Ticketmaster por práticas ilegais de revenda. No ano anterior, o Departamento de Justiça moveu ação para desmembrar as duas empresas por supostas violações antitruste, após inúmeras reclamações de consumidores durante a venda de ingressos para a turnê de Taylor Swift.
A pressão por mais transparência no setor tem crescido em shows, eventos esportivos e turnês de grande porte.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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