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Governo Trump vê acordo Netflix–Warner Bros. com ‘forte ceticismo’, diz autoridade
Publicado 05/12/2025 • 19:31 | Atualizado há 2 meses
Publicado 05/12/2025 • 19:31 | Atualizado há 2 meses
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Studio Warner Bros e
O governo Trump demonstra grande desconfiança em relação ao acordo de US$ 72 bilhões que prevê a aquisição, pela Netflix, dos ativos de cinema e streaming da Warner Bros. Discovery. Um alto funcionário da administração afirmou à CNBC, nesta sexta-feira (5), que o negócio desperta “forte ceticismo”.
A Netflix confirmou que pretende comprar o estúdio e o HBO Max, operação que ainda depende da aprovação de órgãos reguladores.
A senadora Elizabeth Warren, democrata de Massachusetts, criticou duramente a transação. “Este acordo parece um pesadelo antimonopolista”, afirmou. Segundo ela, uma união entre Netflix e Warner Bros. criaria um conglomerado capaz de controlar quase metade do mercado de streaming, reduzindo opções para o público, elevando preços e colocando empregos em risco.
Warren também acusou a administração Trump de favorecer aliados durante análises antitruste. “O processo de revisão tornou-se um antro de favoritismo político e corrupção”, disse. Ela defendeu que o Departamento de Justiça aplique as leis antitruste de forma imparcial e transparente.
A Paramount Skydance apresentou várias ofertas pela totalidade da WBD, não apenas por parte de seus ativos. Sua proposta final, entregue na quinta-feira, foi de US$ 30 por ação — pagamento integral em dinheiro.
Leia mais:
Como a Paramount abriu a disputa pelo estúdio da Warner Bros. e acabou derrotada pela Netflix
A Comcast também fez uma oferta para adquirir os ativos de cinema e streaming da empresa.
O New York Post informou que David Ellison, presidente da Paramount Skydance, esteve em Washington na quarta-feira para defender sua posição junto a representantes do governo Trump e a parlamentares. Seu pai, Larry Ellison, é próximo do presidente.
O Wall Street Journal noticiou na quinta-feira (4) que a Paramount alertou, em carta aos advogados da WBD, que uma venda para a Netflix provavelmente “nunca se concretizaria” devido a obstáculos regulatórios dentro e fora dos EUA. Segundo o jornal, os advogados argumentaram que “a aquisição consolidará e ampliará o domínio global da Netflix de uma maneira não permitida pelas leis de concorrência”.
A conclusão do negócio depende também da cisão da Discovery Global — prevista para o terceiro trimestre de 2026 — que reunirá CNN, TNT Sports e Discovery. Documentos enviados à SEC mostram que a Netflix concordou em pagar uma multa rescisória de US$ 5,8 bilhões caso o acordo seja rejeitado por reguladores.
A CNBC fez pedido de posicionamento à Netflix, WBD, Paramount e Comcast.
Antes mesmo de assumir seu primeiro mandato, Trump já havia se posicionado contra uma fusão entre AT&T e Time Warner, alegando concentração excessiva. Após eleito, o Departamento de Justiça processou para barrar a operação em 2017, mas perdeu, e a fusão foi concluída em 2018.
Trump também se opôs inicialmente à venda da US Steel para a japonesa Nippon Steel antes das eleições de 2024, mas, ao retornar à Casa Branca, aprovou o negócio por ordem executiva, após a criação de um acordo de segurança nacional que concedeu ao governo dos EUA uma “golden share” — algo que críticos afirmam dar influência desproporcional na governança corporativa.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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