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Honduras vai às urnas sob ameaças de Trump

Publicado 30/11/2025 • 12:34 | Atualizado há 4 horas

AFP

KEY POINTS

  • Eleição de Honduras ocorre sob pressão externa e acusações de fraude, com disputa parelha entre três candidatos.
  • Ameaças de Trump a Honduras elevam tensão e colocam em risco pacote de ajuda ao país, dizem analistas.
  • Votação em Honduras testa força da direita após avanço em países vizinhos e pode desencadear nova crise política.
Honduras tem os candidatos: Rixi Moncada – Libre, Nasry Asfura – Nacional, Nelson Ávila – PINU-SD e Salvador Nasralla – Liberal

Honduras tem os candidatos: Rixi Moncada – Libre, Nasry Asfura – Nacional, Nelson Ávila – PINU-SD e Salvador Nasralla – Liberal

Honduras tem os candidatos: Rixi Moncada – Libre, Nasry Asfura – Nacional, Nelson Ávila – PINU-SD e Salvador Nasralla – Liberal

A população de Honduras começou a votar neste domingo (30) em uma eleição presidencial marcada por forte intervenção externa e tensão política. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou a manutenção de ajuda financeira ao país à vitória de seu candidato preferido, o conservador Nasry “Tito” Asfura.

A votação ocorre em meio a um possível novo giro à direita na América Latina, depois das eleições recentes na Argentina e na Bolívia. Três candidatos aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas para suceder a atual presidente Xiomara Castro, que governa desde 2022. Seu marido, Manuel Zelaya, também ocupou o cargo antes de ser deposto no golpe de Estado de 2009.

Três favoritos e recado explícito de Washington

Asfura, de 67 anos, do Partido Nacional, concorre contra a advogada Rixi Moncada, de 60 anos, do partido governista Libre, e o apresentador de TV Salvador Nasralla, de 72 anos, do Partido Liberal. As urnas abriram às 7h, com expectativa de divulgação dos primeiros resultados ainda na noite deste domingo.

Trump reforçou nos últimos dias o apoio a Asfura e afirmou que os Estados Unidos não continuarão “jogando dinheiro fora” caso o candidato não vença. A declaração foi feita em sua rede Truth Social, repetindo a estratégia usada por ele nas eleições legislativas da Argentina.

Em outro movimento que agravou as tensões, Trump anunciou que pretende perdoar o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão nos EUA por tráfico de cocaína e outros crimes.

Postagem de Trump na rede social Truth sobre as eleições em Honduras
Postagem de Trump na rede social Truth sobre as eleições em Honduras

Interferência divide opiniões no país

As declarações chamaram a atenção de eleitores hondurenhos. Alguns veem a intervenção como uma chance de suavizar políticas migratórias americanas, que já resultaram na deportação de quase 30 mil hondurenhos desde janeiro. Outros avaliam que Trump ultrapassou limites ao interferir em uma eleição soberana.

As remessas enviadas por cidadãos que vivem no exterior equivalem a 27% do PIB hondurenho, tornando a migração e as relações com os Estados Unidos temas centrais para o país de 11 milhões de habitantes.

Temores de fraude e risco de violência

A campanha foi marcada por acusações antecipadas de fraude feitas tanto pelo governo quanto pela oposição. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Ana Paola Hall, alertou os candidatos a evitar discursos que estimulem confrontos e pediu calma durante a apuração.

Além de escolher o presidente, os hondurenhos elegem hoje os 128 membros do Congresso unicameral e os prefeitos de todo o país.

Asfura tenta se distanciar do ex-presidente Hernández

Asfura tem buscado afastar sua imagem da de Hernández, líder histórico de seu partido, sentenciado no ano passado nos EUA por transformar Honduras em um “narcoestado” entre 2014 e 2022. “Não tenho vínculos com ele. O partido não pode responder por atos pessoais”, disse o candidato.

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Honduras, historicamente rota do tráfico de cocaína enviada da Colômbia aos Estados Unidos, passou a ser também local de produção da droga. Mesmo assim, Trump voltou a defender Hernández, afirmando que o ex-presidente teria sido tratado “de forma muito dura e injusta”, sem detalhar a alegação.

Com o clima eleitoral marcado por incertezas, analistas temem que a combinação de disputa acirrada, interferência internacional e desconfiança nas instituições possa resultar em instabilidade após o anúncio dos resultados.

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