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Imigrantes são 15,5% da lista dos mais ricos dos EUA em 2026 e concentram US$ 2,1 trilhões, aponta levantamento

Publicado 06/10/2026 • 12:00 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • De acordo com um levantamento da Jumpstart, dos 400 integrantes da lista dos 400 mais ricos de 2026, 62 nasceram fora dos Estados Unidos.
  • Eles concentram US$ 2,1 trilhões, o equivalente a 26% de toda a riqueza da lista.
  • Dados do Bureau of Labor Statistics apontam que os Estados Unidos tinham quase 900 mil trabalhadores estrangeiros a menos em abril de 2026 em comparação ao pico de março de 2025.
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Enquanto os Estados Unidos debatem o equilíbrio entre controle migratório e atração de profissionais qualificados, dados econômicos revelam o peso do talento estrangeiro no topo da pirâmide financeira do país.

De acordo com um levantamento da Jumpstart, dos 400 integrantes da lista Forbes 400 de 2026, 62 nasceram fora dos Estados Unidos. Embora representem 15,5% do total do ranking — proporção semelhante à de imigrantes na população geral americana —, eles concentram US$ 2,1 trilhões, o equivalente a 26% de toda a riqueza da lista. Todos os integrantes são cidadãos naturalizados.

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O peso do topo e a diversidade de origens

A concentração de capital é ainda mais marcante nas primeiras posições. O ranking é liderado por Elon Musk (nascido na África do Sul), com US$ 908 bilhões. Sergey Brin (Rússia) ocupa a quinta posição (US$ 256 bilhões) e Jensen Huang (Taiwan) está em oitavo (US$ 199 bilhões). Juntos, os três somam mais de US$ 1,3 trilhão.

Mesmo sem considerar Musk — cuja fortuna dobrou em um ano após a abertura de capital da SpaceX —, os outros 61 bilionários estrangeiros acumulam cerca de US$ 1,2 trilhão (15% da riqueza total do grupo).

No total, os bilionários do ranking nascidos no exterior vieram de 30 países diferentes. A China lidera com oito representantes, seguida por Israel e Hungria (quatro cada), além de Índia, Irã, Rússia, Reino Unido e Taiwan (três cada). O Brasil não registrou representantes no grupo.

Empreendedorismo multissetorial e trajetórias diversas

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O estudo aponta que muitas dessas fortunas surgiram de empresas fundadas por mais de um imigrante, em setores variados como:

  • Tecnologia e cibersegurança: Databricks, Fortinet, SHI International.
  • Defesa e aviação: Sierra Nevada Corporation.
  • Alimentação e finanças: Panda Restaurant Group e H.I.G. Capital.

As histórias pessoais variam desde refugiados e estudantes até profissionais adultos. Eric Yuan, fundador do Zoom, teve o visto negado oito vezes antes de conseguir entrar nos EUA em 1997. Já Sergey Brin e Jensen Huang chegaram ao país ainda crianças (aos seis e nove anos, respetivamente), enquanto Eren e Fatih Ozmen imigraram da Turquia como estudantes antes de adquirirem a Sierra Nevada Corporation.

O dilema econômico americano

O levantamento ganha relevância em um cenário de mudanças no mercado de trabalho. Dados do Bureau of Labor Statistics apontam que os Estados Unidos tinham quase 900 mil trabalhadores estrangeiros a menos em abril de 2026 em comparação ao pico de março de 2025. Paradoxalmente, no mesmo período, a Forbes 400 bateu recorde ao atingir US$ 8 trilhões em patrimônio.

Para especialistas, o cenário impõe um desafio que vai além do debate político tradicional.

“Muitos dos imigrantes que chegam aos Estados Unidos não estão apenas entrando em um mercado de trabalho já estabelecido, mas ajudando a criar empresas, tecnologia e novas fontes de riqueza”, aponta Fabiano Rocha, CEO da Jumpstart. “A questão, portanto, não é apenas quantas pessoas o país consegue atrair, mas que ambiente ele oferece para que esse talento consiga permanecer, empreender e gerar valor ao longo do tempo”, conclui.

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