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EXCLUSIVO: Estudo aponta que todas as novas gigantes americanas de IA têm fundadores nascidos fora dos EUA
Publicado 27/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Canva
Novas regras de imigração dos EUA entram em vigor hoje; veja o que muda para pedidos de visto e Green Card
O governo de Donald Trump revalidou na segunda-feira (24) a taxa de US$ 100 mil para novos pedidos de visto H-1B, principal via de entrada de profissionais qualificados nos Estados Unidos. A medida, retomada depois de uma derrota do governo na Justiça, mira justamente o tipo de talento que hoje sustenta a indústria de inteligência artificial no país.
Levantamento da Jumpstart, obtido em primeira mào pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, mostra que imigrantes fundaram, ao menos em parte, todas as seis empresas americanas que hoje disputam a fronteira da inteligência artificial. OpenAI, Anthropic, xAI, Perplexity, Safe Superintelligence e Thinking Machines Lab têm, cada uma, pelo menos um fundador nascido fora dos Estados Unidos.
O dado ajuda a entender um traço pouco discutido da liderança americana na corrida por inteligência artificial. O país não necessariamente produz sozinho todo o talento que sustenta o setor. Seu diferencial está também na capacidade de atrair pesquisadores e empreendedores de diferentes partes do mundo e colocá-los em contato com capital, universidades, infraestrutura computacional e um mercado capaz de converter pesquisa em negócios de escala global.
Entre os fundadores da OpenAI estão Elon Musk, nascido na África do Sul, Ilya Sutskever, na Rússia, Andrej Karpathy, na Eslováquia, Durk Kingma, nos Países Baixos, e Wojciech Zaremba, na Polônia. O levantamento da Jumpstart identificou ainda fundadores nascidos na Índia, no Reino Unido e na Albânia entre as demais companhias do grupo.
A OpenAI se tornou uma espécie de núcleo da nova indústria de inteligência artificial. Ex-integrantes da empresa estão na origem da Anthropic, da xAI, da Perplexity, da SSI e da Thinking Machines Lab.
Essa circulação de pessoas é tão relevante quanto a origem geográfica dos fundadores. Sutskever deixou a OpenAI para criar a SSI. Mira Murati, nascida na Albânia, fundou a Thinking Machines depois de deixar a companhia. Aravind Srinivas, nascido na Índia, passou pela OpenAI antes de criar a Perplexity. Musk levou sua experiência como cofundador da organização para a xAI.
A atual corrida pela inteligência artificial reflete, assim, a fragmentação de uma comunidade pequena de pesquisadores e executivos que passou a seguir caminhos diferentes para o desenvolvimento da tecnologia.
“O que esses casos mostram é que a liderança americana em inteligência artificial não se construiu apenas com talento produzido nos Estados Unidos”, afirma Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart. Segundo ele, o país se tornou competitivo porque consegue atrair pessoas de diferentes partes do mundo e oferecer condições para que elas convertam conhecimento em empresas, tecnologia e escala.
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Siga o Times | CNBCO capital segue essa concentração de talento. A OpenAI já superava US$ 25 bilhões em receita anualizada em fevereiro de 2026, enquanto a Anthropic informou US$ 47 bilhões em receita anualizada em maio.
Mesmo empresas ainda sem uma operação comercial equivalente conseguiram atrair cifras bilionárias. A SSI levantou US$ 1 bilhão em 2024 e chegou a uma avaliação estimada em US$ 32 bilhões em 2025. A Thinking Machines levantou US$ 2 bilhões em uma rodada seed e alcançou valuation de US$ 12 bilhões.
Os números não tornam as seis empresas equivalentes. Algumas já têm negócios de escala global, enquanto outras ainda são apostas de pesquisa. Ainda assim, mostram a velocidade com que reputação técnica, capital e talento se convertem em poder empresarial na nova economia da inteligência artificial.
O levantamento não permite afirmar que a imigração, isoladamente, explique a liderança americana. Ele aponta, no entanto, um traço estrutural do setor. A indústria de inteligência artificial dos Estados Unidos é americana em capital, infraestrutura e mercado, mas depende de talento global para funcionar.
Na corrida por uma tecnologia em que pesquisadores pesam tanto quanto chips e data centers, a capacidade de atrair imigrantes pode ser uma das maiores vantagens competitivas do país.
A Jumpstart é especializada em assistência imigratória personalizada para fundadores, pesquisadores e empreendedores. Com metodologia estatística, inteligência artificial e revisão jurídica, a empresa desenvolveu um método próprio para os vistos O-1, respaldado por garantia de aprovação ou reembolso. A proposta é prever as chances de aprovação, agilizar processos e dar mais segurança para os imigrantes que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.
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