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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Irã e Israel intensificam ataques enquanto cresce pressão por negociações

Publicado 24/03/2026 • 17:05 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Conflito entra na terceira semana com novos bombardeios e aumento das articulações diplomáticas envolvendo EUA e possíveis mediadores.
  • Guerra já impacta mercados globais, energia e países do Golfo, ampliando a instabilidade regional.
  • Apesar de sinais de diálogo, autoridades iranianas negam negociações e confronto segue em curso.
Irã e Israel voltaram a trocar ataques nesta terça-feira (24), em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio, enquanto ganha força o movimento diplomático para levar Teerã e Washington à mesa de negociações.

Irã e Israel voltaram a trocar ataques nesta terça-feira (24), em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio, enquanto ganha força o movimento diplomático para levar Teerã e Washington à mesa de negociações.

O conflito, que já dura três semanas, teve início após ataques conjuntos de EUA e Israel que mataram o líder supremo iraniano, desencadeando impactos nos mercados globais de energia, na economia mundial e ampliando a tensão em toda a região, inclusive atingindo países do Golfo considerados seguros.

A possibilidade de mediação internacional cresce, com especulações de que o Paquistão possa assumir esse papel, após iniciativa de seu primeiro-ministro, um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que houve avanços em conversas com o Irã – declaração negada por Teerã.

‘Países amigos’

Apesar das movimentações diplomáticas, os combates seguem intensos. O Exército de Israel afirmou ter realizado uma “grande onda” de ataques aéreos contra várias regiões do Irã, incluindo a cidade de Isfahan.

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Em Tel Aviv, autoridades relataram quatro pessoas feridas após lançamento de mísseis iranianos, com imagens mostrando ruas cobertas por destroços e edifícios danificados. Segundo a imprensa iraniana, instalações de gás e um gasoduto foram atingidos por ataques aéreos, horas depois de Trump recuar de ameaças contra infraestruturas energéticas, citando a tentativa de preservar espaço para negociações.

Países como Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita informaram ter interceptado novos ataques com drones e mísseis, enquanto o Irã manteve ações retaliatórias contra aliados dos EUA na região. Trump afirmou que seu governo mantém contato com uma autoridade de alto nível no Irã e ampliou em cinco dias o ultimato para reabertura do Estreito de Ormuz, sob ameaça de destruição de instalações energéticas.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou qualquer negociação em curso e acusou Trump de tentar manipular os mercados financeiro e de petróleo. Mesmo sem relações diplomáticas formais, o Irã reconheceu que mensagens foram transmitidas por “países amigos” indicando interesse dos EUA em negociar.

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O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou ter conversado com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, oferecendo o país como sede para eventuais negociações. Segundo ele, o Paquistão está disposto a sediar conversas “significativas e conclusivas”, caso haja concordância entre as partes.

Relatos da imprensa americana indicam que representantes dos EUA, como Steve Witkoff e Jared Kushner, podem se reunir com uma delegação iraniana ainda nesta semana, possivelmente com participação do vice-presidente JD Vance. Analistas avaliam que países como Egito e Turquia também podem atuar como mediadores, enquanto a China defendeu que o diálogo é preferível ao confronto.

O Departamento de Estado dos EUA informou ainda que o secretário Marco Rubio se reunirá com chanceleres do G7 na França para tratar do tema.

‘Não sobrou nada’

Paralelamente, Israel intensificou sua ofensiva contra o Hezbollah no Líbano, afirmando que pretende assumir o controle do sul do país até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. Bombardeios atingiram subúrbios ao sul de Beirute durante a noite, e um ataque em Bshamoun deixou duas pessoas mortas, segundo autoridades de saúde libanesas.

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Não sobrou nada. Tudo foi queimado ou destruído”, disse Abbas Qassem, de 55 anos, ao descrever os danos em seu apartamento. Imagens mostram edifícios destruídos, fumaça intensa e equipes de resgate atuando entre escombros.

O Líbano passou a integrar o conflito após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel em 2 de março, em resposta à morte do líder iraniano. Segundo o governo libanês, os ataques israelenses já deixaram mais de 1.000 mortos e mais de um milhão de deslocados no país.

No Irã, ao menos 3.230 pessoas morreram, incluindo 1.406 civis, segundo organização de direitos humanos – números que não puderam ser verificados de forma independente.

‘Confiança foi destruída’

Após um breve alívio com o recuo de ameaças por parte de Trump, a tensão voltou a crescer na região. Teerã já havia alertado que poderia minar rotas marítimas e atacar infraestruturas de energia e água, caso suas instalações fossem atingidas.

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Desde o início do conflito, o Irã tem reduzido o fluxo no Estreito de Ormuz, pressionando os preços de petróleo e gás e elevando temores de inflação e desaceleração econômica global. Os preços do petróleo, que haviam recuado, voltaram a subir, com o Brent novamente acima de US$ 100 (R$ 528) por barril.

Apesar da intensificação das articulações diplomáticas, especialistas demonstram ceticismo. Para David Khalfa, da Fundação Jean-Jaurès, “a confiança foi completamente destruída”. Segundo ele, as posições das partes estão mais distantes do que nunca, o que reduz significativamente as chances de avanço nas negociações.

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