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Tensão no Golfo: Irã instala minas navais e Trump ameaça resposta “sem precedentes”

Publicado 10/03/2026 • 22:29 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O CENTCOM anunciou a eliminação de 16 barcos lançadores de minas do Irã nas proximidades do Estreito de Ormuz.
  • Donald Trump condicionou a interrupção dos ataques à remoção imediata de minas navais, sob ameaça de resposta militar histórica.
  • O petróleo segue em alta volatilidade, enquanto o G7 avalia a liberação de reservas de emergência para conter o impacto do bloqueio iraniano.
Estreito de Ormuz

Foto: Reuters

Estreito de Ormuz

O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão nesta terça-feira (10), com o foco voltado para o Estreito de Ormuz, a principal artéria do comércio global de energia.

Após indícios de que o regime de Teerã iniciou o lançamento de minas submarinas para bloquear a passagem, as forças militares dos Estados Unidos reagiram com uma ofensiva direta contra a infraestrutura naval iraniana.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou, por meio de registros em vídeo, a destruição de 16 embarcações da Guarda Revolucionária configuradas para o lançamento de minas. A operação ocorre em um momento crítico, visto que o estreito — por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás mundial — encontra-se virtualmente paralisado devido ao estado de guerra na região.

O ultimato de Trump e a estratégia de dissuasão

O presidente Donald Trump elevou o tom da retórica militar ao emitir um aviso direto às autoridades iranianas através de suas redes sociais. Em uma série de mensagens, o republicano exigiu a retirada imediata de qualquer artefato explosivo do leito marinho, prometendo retaliações de “magnitude sem precedentes”.

“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão severas. Se as removerem, será um grande passo na direção certa!”, escreveu o presidente, finalizando com um alerta de “CUIDADO”.

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Apesar da agressividade nas declarações, analistas observam que o governo americano trabalha com uma margem de incerteza. Embora os ataques tenham eliminado parte da frota de lançamento, a inteligência dos EUA ainda busca confirmação absoluta sobre a extensão real da minagem.

Trump comparou a tática atual à estratégia utilizada no Caribe contra cartéis do narcotráfico, focando na destruição preventiva de barcos rápidos e furtivos.

Impacto econômico e a “veia jugular” do mercado

A crise em Ormuz é descrita como o maior desafio enfrentado pela indústria de óleo e gás em décadas. O fechamento da via já resultou em uma queda de 90% no tráfego marítimo, com seguradoras suspendendo apólices e grandes armadoras desviando rotas.

  • Volatilidade do Barril: o petróleo Brent apresentou forte oscilação, registrando quedas entre 7% e 8% após os relatos de destruição das embarcações, mas o mercado permanece em vigilância constante.
  • Tsunami Inflacionário: o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, rebateu as informações americanas, acusando os EUA de manipularem os mercados com notícias falsas e prevendo uma crise econômica superior à do embargo de 1973.
  • Capacidade Ociosa: a maior parte da reserva de exportação global está presa na região, e o desvio pela costa oeste não seria suficiente para suprir os 350 milhões de barris que podem deixar o mercado.

Cenário de “Chuva Negra” em Teerã

Enquanto a batalha naval se intensifica, o território iraniano sofreu nesta terça-feira (10), a série de bombardeios mais pesada desde o início das hostilidades. Explosões foram ouvidas nos arredores de Teerã e do aeroporto de Kerman, atingindo depósitos de combustível e centros de armas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sanitário devido à “chuva negra” — uma precipitação de fuligem e resíduos químicos tóxicos causada pela queima de refinarias atingidas.

A recomendação é que a população permaneça em locais fechados para evitar problemas respiratórios graves.

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