Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Iraniano será executado nesta quarta, depois de julgamento sem defesa
Publicado 13/01/2026 • 20:33 | Atualizado há 2 meses
Chefe da UE condena “ataques injustificáveis” do Irã aos Emirados Árabes Unidos
Trump ordena que agências federais interrompam uso de tecnologias da Anthropic
Paramount vence disputa bilionária, mas instala clima de incerteza na Warner; saiba por que
Como a participação bilionária da Amazon na OpenAI pode impulsionar seus negócios de IA e nuvem
Block demite 4 mil e troca quase metade da equipe por IA
Publicado 13/01/2026 • 20:33 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução
Erfan Soltani deve ser executavo nesta quarta-feira (14)
Entidades ligadas aos direitos humanos informam que Erfan Soltani, um jovem de 26 anos, será executado pelo regime iraniano na quarta-feira (14). Ele foi preso no último dia 8, em sua casa, em Kurtis, por participar dos protestos contra o governo do Irã, que se arrastam desde o final do ano passado.
A sentença de Erfan é Moharebeh, chamada de “inimizade contra Deus”, considerada de alta gravidade e passível de pena de morte. O Irã é uma república islâmica que inclui instituições republicanas — como presidente, parlamento e eleições —, mas todo o poder está submetido à liderança e ao controle do aiatolá Ali Khamenei, chefe de Estado e líder religioso do país.
Conforme a ONG Hengaw Organization for Human Rights, após a prisão, Soltani passou por um julgamento acelerado, sem direito à presença de advogados, sem acesso a direitos básicos e com pouca transparência. Sua família, segundo a entidade, ficou dias sem qualquer informação sobre o jovem.
As autoridades iranianas só entraram em contato com os parentes no fim de semana, já para informar sobre a execução.
As entidades afirmam ainda que a família teve direito a uma breve reunião com Erfan Soltani, por cerca de 10 minutos, apenas para se despedir. A irmã dele, que é advogada, tentou impedir a pena de morte por meios legais, mas não teve acesso aos autos pelas autoridades. Os familiares ainda teriam sido ameaçados caso se manifestassem publicamente sobre o caso.
O site de notícias IranWire informa que Erfan trabalhava na indústria do vestuário e havia ingressado recentemente em uma empresa privada. Nas redes sociais, costumava exibir interesses por esportes e musculação e, segundo pessoas próximas, era apaixonado por moda e estilo pessoal.
Leia mais:
‘Tarifa é minha palavra favorita’: Trump detalha nova estratégia para o fortalecimento da economia
Exilado há mais de 40 anos, Pahlavi acompanha protestos e promete retorno ao Irã
Ao mesmo site, uma fonte informou que Soltani já havia recebido mensagens ameaçadoras de agentes de segurança antes de sua prisão e chegou a avisar à família que estava sendo vigiado. Ainda assim, ele se recusou a recuar e permaneceu participando dos protestos. O órgão responsável por sua prisão, julgamento e eventual execução não está totalmente claro.
Embora familiares afirmem que a execução esteja confirmada, a organização Iran Human Rights (IHRNGO, na sigla em inglês) lembra que a República Islâmica já utilizou a estratégia de anunciar sentenças de morte como forma de coibir manifestações e pressionar familiares.
No caso de Abbas Deris, um manifestante de novembro de 2019, as autoridades disseram à sua família que ele havia sido condenado por assassinato para forçá-lo a pedir perdão à família da vítima, o que equivaleria a uma confissão de culpa.
Desde 28 de dezembro, o regime iraniano é alvo de uma onda de protestos em razão das condições econômicas precárias vividas pelo país. As manifestações começaram em Teerã e se espalharam por outras cidades.
De acordo com dados da IHRNGO, pelo menos 648 pessoas foram mortas, mas outras fontes apontam para mais de 2 mil óbitos. Já a mídia estatal informou que ao menos 121 membros das forças militares, policiais e judiciais do Irã morreram nos protestos recentes, sem incluir dados de Teerã.
Em resposta às manifestações, Ali Khamenei, líder supremo iraniano, afirmou que a República Islâmica não recuaria. Já Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, convocou apoiadores do governo a se reunirem nos bairros e impedirem os protestos antigovernamentais.
As autoridades iranianas também bloquearam a internet no país. Segundo a empresa NetBlocks, 99% da rede está inacessível em território iraniano. “Durante o atual bloqueio, apenas um número limitado de cidadãos conseguiu acessar a internet via Starlink. Também surgiram relatos de interferências que afetam os receptores do serviço”, informou a Iran Human Rights.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Ex-presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é morto durante ataques, diz agência estatal
2
Petróleo a US$ 90? Ataque dos EUA e Israel contra o Irã deve acelerar preço da commodity nas próximas semanas
3
Após ataques dos EUA ao Irã, mercados se preparam para turbulência global; entenda cenário
4
Cerca de 150 petroleiros estão parados no Estreito de Ormuz
5
Brasil discute envio de alimentos e insumos à Cuba e pode abrir janela comercial no Caribe