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Kevin Hassett afirma que um único petroleiro pode aliviar crise no Estreito de Ormuz

Publicado 09/04/2026 • 17:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Kevin Hassett, afirmou nesta quinta-feira que a simples passagem de um único petroleiro pelo Estreito de Ormuz já ajudaria a suprir uma parcela significativa da oferta que falta no mercado global.
  • Hassett, que dirige o Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, deu a declaração enquanto o fluxo na principal rota marítima segue fortemente reduzido.

Casa Branca / Andrea Hanks / Flickr

O principal assessor econômico do presidente Donald Trump, Kevin Hassett, afirmou nesta quinta-feira que a simples passagem de um único petroleiro pelo Estreito de Ormuz já ajudaria a suprir uma parcela significativa da oferta que falta no mercado global, em meio à crise provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Hassett, que dirige o Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, deu a declaração enquanto o fluxo na principal rota marítima segue fortemente reduzido, mesmo após EUA e Irã anunciarem um cessar-fogo frágil que, em tese, inclui a reabertura do estreito.

Antes do início do conflito, em 28 de fevereiro, mais de 100 navios comerciais (a maioria petroleiros) cruzavam o estreito diariamente, segundo dados da Kpler.

De acordo com Matt Smith, principal analista de petróleo da consultoria, apenas dois petroleiros (sendo um iraniano) e alguns navios graneleiros passaram pela rota desde o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, na noite de terça-feira.

Esse volume está no nível mais baixo registrado ao longo de toda a guerra, o que mantém nas mãos do Irã uma importante alavanca de influência, mesmo após os intensos ataques militares conduzidos por EUA e Israel.

O bloqueio do estreito, responsável normalmente por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, fez os preços globais de energia dispararem. Após a notícia do cessar-fogo, o petróleo chegou a cair com força, mas voltou a subir e ultrapassou os US$ 100 por barril nesta quinta-feira.

“Temos um acordo com os iranianos para reabrir o Estreito de Ormuz e manter o cessar-fogo”, disse Hassett em entrevista à Fox Business.

Segundo ele, o Irã indicou que pretende liberar a passagem de um número maior de navios. “Ao longo do dia vamos verificar se isso de fato acontece. Basta a passagem de um grande petroleiro, que transporta cerca de 2 milhões de barris, para já cobrir uma parte relevante da oferta que está faltando”, afirmou.

Antes da guerra, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passavam diariamente pelo estreito. Desde o início do conflito, centenas de milhões de barris deixaram de chegar ao mercado por não conseguirem sair do Golfo Pérsico, segundo Amena Bakr, especialista em Oriente Médio e Opep da Kpler.

Hassett acrescentou que ainda não haverá clareza total sobre a situação até o avanço das negociações, que devem começar neste fim de semana em Islamabad, no Paquistão.

“Temos muito a oferecer para ajudar o povo iraniano, caso o país volte a agir de forma normal. Esperamos que prevaleça o bom senso do lado iraniano, permitindo um acordo final já neste fim de semana”, disse.

As declarações de Hassett vieram um dia após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmar que “o que foi acordado e anunciado é que o estreito está aberto”.

Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na quarta-feira que os EUA observaram aumento no tráfego na região.

Ela reforçou que a expectativa do presidente é de que o Estreito de Ormuz seja reaberto “imediatamente, de forma rápida e segura” durante o cessar-fogo. Leavitt também negou relatos da mídia estatal iraniana de que o tráfego de petroleiros teria sido interrompido após ataques israelenses no Líbano.

Trump anunciou o cessar-fogo de duas semanas na noite de terça-feira, pouco antes do prazo que havia dado ao Irã para fechar um acordo, ou enfrentar o que chamou de possível devastação de “toda a sua civilização”.

Segundo ele, a trégua temporária está condicionada à “abertura completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, como escreveu em publicação na rede Truth Social.

Apesar disso, especialistas e executivos do setor marítimo afirmam que o fluxo de navios ainda não aumentou desde o início do cessar-fogo.

“Vamos ser claros: o Estreito de Hormuz não está aberto. O acesso está sendo restrito, condicionado e controlado”, disse Sultan Ahmed Al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil Company.

Segundo ele, embarcações precisam obter autorização do Irã para cruzar a região, que também estuda impor novas taxas de trânsito.

“Isso não é liberdade de navegação, é coerção”, afirmou.

Na quarta-feira, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao não cumprirem pontos de uma proposta de dez itens apresentada por Teerã para uma pausa temporária nas hostilidades.

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