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Embarcações dos EUA atravessam o Estreito de Ormuz

CNBCIrã afirma que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Estreito de Ormuz em retaliação a ataques; EUA negam

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Irã afirma que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Estreito de Ormuz em retaliação a ataques; EUA negam

Publicado 09/09/2026 • 07:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os Estados Unidos negaram a alegação da Guarda Revolucionária do Irã de que suas forças atingiram duas embarcações americanas.
  • O Comando Central dos Estados Unidos afirmou: “Nenhum navio de guerra da Marinha dos EUA foi atingido; todas as tentativas de ataque da Guarda Revolucionária fracassaram.”
  • Na terça-feira (8), as Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram cinco petroleiros iranianos que transportavam petróleo bruto, em resposta ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra um navio de guerra americano.
Embarcações dos EUA atravessam o Estreito de Ormuz

U.S. Navy / Wikimedia Commons

Embarcações dos Estados Unidos atravessam o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e alvo da nova escalada de tensões entre Washington e Teerã.

Os Estados Unidos negaram a alegação da Guarda Revolucionária do Irã de que suas forças atingiram duas embarcações americanas.

A Guarda Revolucionária havia afirmado que atacou os navios, além de oito petroleiros no Golfo, em retaliação aos Estados Unidos pela destruição de cinco navios-tanque iranianos na terça-feira (8). Segundo a força iraniana, as embarcações atingidas haviam tentado atravessar uma área do Estreito de Ormuz que havia sido declarada “proibida e insegura”, de acordo com comunicado publicado pela agência semioficial iraniana Tasnim.

Mais tarde, nesta quarta-feira (9), porém, o Comando Central dos Estados Unidos respondeu: “Nenhum navio de guerra da Marinha dos EUA foi atingido; todas as tentativas de ataque da Guarda Revolucionária fracassaram.”

“Enquanto isso, as forças dos Estados Unidos destruíram 10 petroleiros iranianos apenas na última semana. Essas embarcações faziam parte de uma rede clandestina de bilhões de dólares que financia a Guarda Revolucionária, e o Irã não consegue protegê-las”, acrescentou o Centcom em uma publicação no X.

Brent chega a US$ 100 por barril

A escalada do conflito levou o petróleo Brent a US$ 100 por barril nesta quarta-feira, enquanto os dois lados trocam ataques em uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

Os ataques americanos contra petroleiros iranianos que transportavam petróleo bruto na terça-feira ocorreram depois que a Guarda Revolucionária lançou mísseis balísticos contra um navio de guerra americano em duas ocasiões nos últimos dois dias, segundo o Centcom.

O navio de guerra americano conseguiu escapar dos ataques iranianos e nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido, informou o Centcom em comunicado na terça-feira.

As forças americanas atingiram quatro petroleiros no Golfo de Omã, segundo o Centcom: M/T Kaviz, M/T Charminar, M/T Horizon 1 e M/T Riesco. As Forças Armadas também atingiram o M/T Derya perto da ilha iraniana de Kharg. “As forças americanas orientaram as tripulações a abandonar os navios antes que as embarcações fossem atingidas e deixadas inoperantes”, afirmou o Centcom.

Leia também: Irã anuncia criação de “zona proibida” próxima ao Estreito de Ormuz

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no Golfo Pérsico nos últimos dias, reacendendo as hostilidades na região, ao mesmo tempo em que o governo Trump muda sua estratégia para tentar derrotar Teerã economicamente.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou, em uma publicação no X na noite de terça-feira, as sanções americanas como uma repetição de uma estratégia fracassada. “Depois de não conseguir atingir seus objetivos por meio de sanções ou da guerra, a solução ‘inovadora’ de Washington é… mais sanções. Sério?”

As Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram três petroleiros iranianos no sábado (5), em retaliação ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra um porta-aviões e um destróier equipado com mísseis guiados. Esses ataques também fracassaram, segundo o Centcom.

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Mais cedo, na terça-feira, o Centcom afirmou que um veículo submarino não tripulado que o Irã afirmou ter apreendido no Estreito de Ormuz estava “com defeito” e não transportava dados sensíveis nem equipamentos sigilosos.

“Um drone submarino operado pelas forças dos Estados Unidos apresentou uma falha há mais de um dia”, disse à CNBC o capitão da Marinha americana Tim Hawkins, em comunicado divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos.

O drone “realizava levantamentos nas águas da região em apoio às operações em andamento”, afirmou Hawkins, acrescentando que “as operações dos Estados Unidos nas águas da região continuam”.

Mais cedo, na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter interceptado e capturado “um dos submarinos não tripulados mais modernos e inteligentes do Exército terrorista americano na entrada do Estreito de Ormuz”, segundo uma publicação traduzida da agência estatal iraniana Fars.

Posteriormente, a Fars publicou vídeos e imagens que, segundo a agência, mostravam a embarcação fora da água.

Mas, em sua declaração, Hawkins sustentou que o drone estava longe de ser um equipamento militar crucial ou de tecnologia de ponta.

“O drone defeituoso era um modelo mais antigo que não coletava dados sensíveis nem transportava qualquer equipamento de sonar ou radar sigiloso”, afirmou o capitão em comunicado.

Veículos de imprensa iranianos identificaram o equipamento como um Dive-LD, veículo submarino autônomo desenvolvido pela empresa americana de defesa Anduril. Cada unidade custa US$ 2,5 milhões, segundo reportagem publicada pelo DefenseScoop em 2024.

“O Dive-LD é um sistema autônomo concebido para operar em missões nas quais a perda do veículo é uma possibilidade prevista”, afirmou um porta-voz da Anduril à CNBC, ao ser questionado sobre a apreensão do drone. “Seu objetivo é manter os militares afastados das partes mais perigosas das missões submarinas. Esse veículo já havia gerado valor significativo, operando durante milhares de horas em missões de vários meses na área de atuação do Centcom.”

O destaque dado à embarcação é mais um exemplo da crescente dependência das Forças Armadas dos Estados Unidos de tecnologias autônomas na guerra no Oriente Médio.

Durante o verão no Hemisfério Norte, a startup de embarcações não tripuladas Saronic usou um de seus barcos-drone para resgatar a tripulação de um helicóptero abatido no Estreito de Ormuz. Posteriormente, embarcações da Saronic também foram usadas em um ataque contra um submarino iraniano e uma instalação naval.

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