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María Corina diz que transição de governo na Venezuela será ‘a mais curta e rápida possível’
Publicado 08/01/2026 • 14:18 | Atualizado há 19 horas
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Publicado 08/01/2026 • 14:18 | Atualizado há 19 horas
KEY POINTS
De acordo com fontes próximas à dirigente, Machado foi "violentamente interceptada" por agentes do governo
Foto: @MariaCorinaYA
A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, afirmou que, com a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o país entrou em uma nova fase do processo de transição, que deve ser “o mais curto e rápido possível”.
A declaração foi feita em entrevista ao jornal venezuelano La Patilla, publicada na quarta-feira (7). María Corina disse que a situação atual é “extremamente instável”, porque “o próprio regime está sendo instruído a se desmantelar”.
A opositora defendeu que a transição só será viável com a libertação de todos os presos políticos. “Não pode haver transição com presos políticos. Essa é a primeira coisa que precisa acontecer nas próximas horas”, afirmou. “A única coisa que sustentava Maduro e essa estrutura frágil era o medo. Se eliminarmos o terror, nada restará.”
María Corina também disse que Edmundo González Urrutia ganhou as eleições presidenciais do ano passado com quase 70% dos votos e, por isso, é o presidente eleito da Venezuela e deve ter seu mandato respeitado.
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Ela evitou falar sobre a posição do governo dos EUA, mas defendeu que a operação realizada pelos americanos no território venezuelano tinha como objetivo salvar vidas. “O direito internacional existe para proteger as pessoas, não aqueles que possuem armas e roubam recursos”, disse.
A opositora não deu detalhes sobre qual seria o cronograma de transição, mas pediu calma. “Ouvi muitas datas. Vamos com calma, um dia de cada vez”, afirmou. Segundo ela, antes de haver eleições livres, é preciso que as liberdades sejam restauradas.
María Corina disse ainda que acredita que a Venezuela será um polo de energia e tecnologia para as Américas. “Nada nem ninguém impedirá a Venezuela de ser livre. Este processo é irreversível”, acrescentou.
Após a captura de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não apoiaria María Corina porque “seria muito difícil para ela ser a líder”. “Ela não tem apoio nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem respeito”, afirmou. Na ocasião, o republicano apoiou que a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumisse o comando.
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