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Ministro das Relações Exteriores do Irã: morte de Khamenei agrava conflito e viola direito internacional

Publicado 01/03/2026 • 13:03 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o assassinato do líder supremo do país representa uma escalada grave na crise internacional e configura violação das normas globais.
  • "Matar um líder estrangeiro por forças externas é absolutamente inédito e uma grave violação do direito internacional”, disse.
  • O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no sábado (28).
22 de junho de 2025. O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi , discursa durante uma coletiva de imprensa enquanto participa da 51ª Reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) no Centro Internacional de Convenções e Exposições Lutfi Kirdar, em Istambul, Turquia.

22 de junho de 2025. O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discursa durante uma coletiva de imprensa enquanto participa da 51ª Reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) no Centro Internacional de Convenções e Exposições Lutfi Kirdar, em Istambul, Turquia.

Anadolu via Reuters Connect

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o assassinato do líder supremo do país representa uma escalada grave na crise internacional e configura violação das normas globais.

Em entrevista ao canal de notícias Al Jazeera, ele disse que matar um líder estrangeiro por forças externas “é absolutamente inédito e uma grave violação do direito internacional” e torna o conflito “ainda mais perigoso e mais complexo”, acrescentando novas dimensões ao que descreve como uma “guerra de agressão dos americanos”.

Leia também: Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é declaração de guerra e se vingar um ‘dever legítimo’

O chanceler disse ainda que Khamenei não era apenas chefe político, mas também autoridade religiosa para milhões de muçulmanos dentro e fora do país.

“Tenho certeza de que vocês viram os protestos e manifestações não só em cidades por todo o Irã, mas também no Iraque, Paquistão e outros lugares. Foi muito lamentável para mim ver que alguns desses manifestantes foram baleados e mortos pelos guardas do Consulado Geral dos Estados Unidos em Karachi”, complementou.

Morte de Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no sábado (28), no primeiro ataque de uma ofensiva massiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, enquanto as duas potências buscam derrubar a república islâmica.

A televisão estatal iraniana confirmou a morte de Khamenei horas após o presidente Donald Trump anunciar o assassinato do clérigo de 86 anos, que ele descreveu como “uma das pessoas mais perversas da história”.

Gritos de alegria puderam ser ouvidos nas ruas de Teerã após as primeiras notícias vindas de Israel sobre a morte de Khamenei, enquanto colunas de fumaça preta pairavam sobre o bairro onde ele costumava residir, disseram testemunhas à AFP.

O ataque ocorreu semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido brutalmente protestos em massa, matando milhares de pessoas.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu punição “severa e decisiva” para os “assassinos” de Khamenei.

(Com informações da AFP)

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