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Netanyahu anuncia intensificação de ataques ao Irã: “Exército mobilizou toda a sua força”
Publicado 01/03/2026 • 15:13 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/03/2026 • 15:13 | Atualizado há 2 horas
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World Economic Forum/swiss-image
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (1) que os ataques aéreos contra o Irã serão intensificados nos próximos dias, após o assassinato do líder supremo, Ali Khamenei, e de outros altos funcionários iranianos.
“Dei instruções para que a campanha prossiga (…) Nossas forças estão atingidas agora mesmo o coração de Teerã com grande força, e isso só fará escalar nos próximos dias”, disse, em mensagem de vídeo.
Leia também: Retaliação: após ação militar de Israel e EUA, Irã ataca países do Golfo
Netanyahu afirmou que o Exército “mobilizou toda a sua força como nunca para garantir a nossa existência e o nosso futuro”.
Segundo o premiê, a decisão foi tomada após uma avaliação com a cúpula de segurança do país, na qual foram definidas instruções para a sequência das ações militares.
Leia também: Israel diz ter voltado a atacar Irã após morte de Khamenei
Netanyahu reconheceu que o país enfrenta “dias dolorosos”, em referência aos ataques iranianos registrados nas últimas 24 horas contra as cidades de Tel Aviv e Bet Shemesh, que deixaram ao menos 10 mortos. Ele também expressou condolências às famílias das vítimas.
O premiê voltou a elogiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a cooperação militar entre os dois países. Segundo ele, a atuação conjunta permite “desferir um golpe devastador no regime terrorista”, algo que afirmou aguardar há quatro décadas.
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no sábado (28), no primeiro ataque de uma ofensiva massiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, enquanto as duas potências buscam derrubar a república islâmica.
A televisão estatal iraniana confirmou a morte de Khamenei horas após o presidente Donald Trump anunciar o assassinato do clérigo de 86 anos, que ele descreveu como “uma das pessoas mais perversas da história”.
Gritos de alegria puderam ser ouvidos nas ruas de Teerã após as primeiras notícias vindas de Israel sobre a morte de Khamenei, enquanto colunas de fumaça preta pairavam sobre o bairro onde ele costumava residir, disseram testemunhas à AFP.
O ataque ocorreu semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido brutalmente protestos em massa, matando milhares de pessoas.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu punição “severa e decisiva” para os “assassinos” de Khamenei.
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