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“O que está acontecendo em Gaza é um genocídio”, afirma Lula durante discurso em Paris
Publicado 05/06/2025 • 09:06 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 05/06/2025 • 09:06 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Lula e Emmanuel Macron em Paris.
Foto: Ludovic MARIN/AFP.
Durante pronunciamento na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mudanças na estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU) e criticou a condução do conflito na Faixa de Gaza. Ele afirmou que a soberania dos países deve ser respeitada, desde que suas decisões não ultrapassem os limites do bom senso humano.
“O que está acontecendo em Gaza é um genocídio de um exército altamente preparado contra mulheres e crianças”, declarou o presidente.
Lula disse que tem insistido diariamente na necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a organização não pode continuar com o mesmo formato estabelecido em 1945. O presidente propôs a inclusão de países da África, da América Latina e nações como Alemanha, Japão e Índia entre os membros permanentes.
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O presidente relacionou a criação do Estado de Israel à responsabilidade da ONU e afirmou que, se a organização teve autoridade para estabelecer o estado, deve também garantir a preservação das fronteiras reconhecidas internacionalmente em 1967.
Lula criticou a disparidade de reações diante das mortes em conflitos. Ele citou o caso de dois judeus mortos em uma embaixada nos Estados Unidos, que teve repercussão internacional, contrastando com o silêncio diante da morte de duas crianças palestinas. Para o presidente, os palestinos não podem ser tratados como cidadãos de segunda ou terceira categoria.
“Apenas defendemos o direito de viver”, afirmou, ao comentar declarações de autoridades israelenses sobre planos para a Faixa de Gaza que incluem construção de hotéis e áreas de lazer. Segundo ele, o território foi conquistado por um povo com muito sacrifício.
Lula também disse que o cessar-fogo tem sido ignorado e que civis continuam a morrer diariamente. Ele destacou que a guerra não interessa nem mesmo ao povo de Israel e classificou a ação militar como uma iniciativa de um governante de extrema-direita, contra os interesses da própria população israelense.
“O dia que eu perder a capacidade de me indignar, eu não mereço ser dirigente do meu país”, afirmou.
Ao final do pronunciamento, o presidente mencionou os conflitos no Haiti e na Ucrânia, dizendo que a busca pela paz deve ser uma prioridade global.
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