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Operação do ICE chega ao Maine e acende alerta sobre nova onda de deportações nos EUA

Publicado 21/01/2026 • 19:53 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Departamento de Segurança Interna iniciou a operação “Catch of the Day” no Maine, como parte da ofensiva ampliada do governo Trump para acelerar deportações.
  • Primeiro dia da ação resultou em prisões de pessoas condenadas por crimes graves, segundo autoridades federais.
  • Prefeitos, escolas e lideranças locais relatam aumento da tensão e impacto direto na rotina das comunidades.
Oficial do ICE de costas, com colete a prova de balas

Christopher Dilts/Getty Images

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou nesta quarta-feira (21) o início de uma nova operação de imigração no estado do Maine, batizada de “Operation Catch of the Day”. A iniciativa faz parte da estratégia do governo Donald Trump para intensificar deportações em diferentes regiões do país.

Mesmo com o reforço de agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), autoridades federais afirmam que buscam evitar um cenário de resistência semelhante ao observado recentemente em Minneapolis, onde a presença maciça do órgão provocou confrontos, ações judiciais e mortes durante abordagens.

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Na segunda-feira (19), o principal promotor do estado já havia sinalizado a possibilidade de intensificação das operações e pediu que eventuais manifestações ocorram de forma pacífica. No primeiro dia da ação, a secretária-assistente do DHS, Tricia McLaughlin, informou que houve diversas prisões de pessoas por crimes como agressão grave, cárcere privado e exposição de crianças a risco.

Prefeitos das cidades de Portland e Lewiston, as duas maiores do Maine, alertaram a população para o aumento da presença de agentes do ICE. As duas localidades concentram comunidades expressivas de imigrantes somalis e solicitantes de asilo de outros países africanos.

Em Portland, voluntários passaram a distribuir alimentos a famílias que evitam sair de casa por medo de abordagens. Algumas escolas relataram queda na presença de alunos, e duas unidades chegaram a restringir temporariamente a entrada e saída de pessoas após relatos de possível atividade do ICE nas proximidades.

O prefeito de Lewiston, Carl Sheline, criticou publicamente a operação. Segundo ele, a ação causa danos duradouros ao estado e ao país. Já o distrito escolar de Portland classificou o momento como de tensão crescente, diante do aumento de relatos e rumores sobre fiscalizações migratórias.

Embora Portland e Lewiston sejam centros urbanos relevantes dentro do Maine, a região representa a menor área metropolitana a se tornar alvo direto da ofensiva migratória do governo Trump, com cerca de 570 mil habitantes.

A operação ocorre enquanto ações semelhantes continuam em Minneapolis e St. Paul, onde milhares de agentes federais foram mobilizados. Segundo autoridades, mais de 3.000 prisões foram realizadas em seis semanas. Na região, episódios de violência durante abordagens do ICE levaram a investigações judiciais e restrições temporárias à prisão de manifestantes pacíficos.

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A intensificação das operações também tem repercussões políticas. Parlamentares democratas do Maine cobram explicações da Casa Branca sobre os critérios e objetivos da presença do ICE no estado. O tema pode influenciar a disputa eleitoral para o Senado, considerada estratégica para o equilíbrio de forças no Congresso.

Nos últimos anos, o Maine recebeu fluxos de imigrantes e refugiados de diferentes países africanos, além de acolher pessoas vindas de zonas de conflito como Ucrânia e Afeganistão. Sob o governo Trump, porém, quase todas as admissões de refugiados foram suspensas, com exceção de grupos específicos.

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