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Ouro renova recorde e se aproxima de US$ 5 mil; prata também alcança nova máxima

Publicado 23/01/2026 • 16:11 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (23), em nova máxima histórica próximo à marca de US$ 5.000, embalado por ambiente de maior busca por proteção.
  • A valorização também ocorreu num contexto de apetite renovado por metais, com destaque adicional para a prata, que também fechou em patamar recorde.
  • Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 1,35%, a US$ 4.979,70 por onça-troy (cerca de R$ 26.342,61, na cotação atual).
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O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (23), em nova máxima histórica próximo à marca de US$ 5.000, embalado por ambiente de maior busca por proteção, enfraquecimento do dólar e persistência de incertezas econômicas e geopolíticas.

O movimento manteve o metal precioso em trajetória de alta, em meio à forte demanda por ativos reais. A valorização também ocorreu num contexto de apetite renovado por metais, com destaque adicional para a prata, que também fechou em patamar recorde.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 1,35%, a US$ 4.979,70 por onça-troy (cerca de R$ 26.342,61, na cotação atual). Na máxima, o metal chegou a ser cotado a US$ 4.989,90 (R$ 26.296,77) no dia. Já a prata para março avançou 5,15%, a US$ 101,33 por onça-troy (R$ 536,03), com máxima intraday de US$ 101,68 (R$ 535,85).

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Na semana, ouro e prata avançaram 8,36% e 14,45%, respectivamente.

O ING aponta que o avanço da prata foi impulsionado tanto pela demanda por proteção quanto pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado e com oferta limitada — dinâmica que ajuda a explicar a força generalizada dos metais preciosos neste ciclo.

Segundo a RHB Retail Research, o impulso altista do ouro permanece sólido do ponto de vista técnico, com o movimento recente indicando espaço para uma extensão rumo à região de US$ 5.200 por onça-troy.

Para a Pepperstone, o ouro vem se consolidando como um hedge contra a imprevisibilidade da política americana. A casa afirma que, mesmo com a redução de temores imediatos de tarifas entre Estados Unidos e Europa, os ganhos do metal não foram desfeitos e bancos centrais, sobretudo de economias emergentes, encontram “quase diariamente” motivos para reduzir a exposição ao dólar e aumentar reservas em ouro.

Analistas do Saxo Bank apontam que o rali recente, além da demanda firme de bancos centrais, também tem sido alimentado por fatores estruturais favoráveis a ativos reais, como dólar mais fraco e elevado endividamento público global. No mesmo sentido, o ING destaca que o ouro se aproxima do nível de US$ 5.000 sustentado por compras oficiais, tensões geopolíticas e receios cada vez maiores sobre a independência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

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