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Ouro tem 8ª alta seguida, em dia marcado por volatilidade e tensões
Publicado 29/01/2026 • 16:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/01/2026 • 16:25 | Atualizado há 2 horas
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Pixabay
Barras de ouro
O ouro fechou em alta nesta quinta-feira (29), pela oitava sessão consecutiva, renovando recordes em dia marcado por volatilidade. O mercado de metais preciosos ponderou incertezas geopolíticas e a deterioração do sentimento de risco no exterior, o que favoreceu a busca por proteção.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 0,27%, a US$ 5.354,80 (R$ 27.917,20) por onça-troy. Já a prata para março avançou 0,78%, a US$ 114,43 (R$ 596,59) por onça-troy, batendo na máxima histórica de US$ 121,78 (R$ 634,89) mais cedo.
O ouro começou o dia em alta forte e renovou o maior nível histórico a US$ 5.626,80 (R$ 29.335,41) durante a madrugada, em meio a operações dos mercados da Ásia. Contudo, o metal dourado devolveu ganhos no início desta tarde e passou a cair, tocando a mínima em US$ 5.126,00 (R$ 26.724,30), em movimento que coincidiu com a deterioração das bolsas de Nova York e fortalecimento do dólar ante euro e libra.
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A volatilidade do mercado cambial continuou a afetar os metais preciosos, que voltaram a ganhar força na reta final da sessão mediante o enfraquecimento da moeda americana, embora distantes das máximas do dia. As tensões geopolíticas, preocupações sobre a independência do Federal Reserve (Fed) e expectativas de uma perspectiva de política mais dovish reforçaram a negociação de desvalorização do dólar, diz a analista do MUFG, Soojin Kim.
De pano de fundo, encontra-se a escalada de ameaças entre os Estados Unidos e Irã. Segundo a Casa Branca, o presidente Donald Trump, ainda não tomou uma decisão final sobre um ataque no país persa, mas irá se reunir com Israel e outros aliados para discutir o tema.
Já Teerã recebeu nesta quinta um lote com mil drones, informou a Tasnim. A demanda global pelo metal dourado deve permanecer forte este ano e “até além”, impulsionada por taxas de juros mais baixas, incerteza nos mercados de títulos e riscos persistentes, pontuou o Conselho Mundial do Ouro, em relatório trimestral.
O Société Générale e Deutsche Bank dizem que o metal precioso pode chegar a US$ 6.000 (R$ 31.281,00) por onça este ano, enquanto o Morgan Stanley espera que os preços subam para US$ 5.700 (R$ 29.716,95) no segundo semestre.
Entre outros metais, a platina para abril também chegou a renovar o maior nível histórico, a US$ 2.816,60 (R$ 14.684,34) a onça, mas fechou em queda de 0,43%, a US$ 2.618,30 (R$ 13.650,49). O paládio para março caiu 1,31%, a US$ 2.018,60 (R$ 10.523,97), mas teve máxima intraday a US$ 2.172,50 (R$ 11.325,33) — maior nível desde 2022, segundo o MarketWatch.
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