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Greve em frigorífico da JBS no Colorado é a maior dos EUA em décadas
Publicado 16/03/2026 • 13:22 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/03/2026 • 13:22 | Atualizado há 1 mês
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Greve de 3.800 trabalhadores na planta da JBS em Greeley, Colorado, é a maior paralisação em frigoríficos dos EUA em décadas
Trabalhadores da planta de processamento de carne bovina da JBS em Greeley, no Colorado, iniciaram uma greve nesta segunda-feira (16), interrompendo a produção em uma das maiores unidades do setor nos Estados Unidos. A paralisação envolve cerca de 3.800 funcionários sindicalizados e é considerada a maior em um frigorífico americano em décadas, segundo reportagem do “The Wall Street Journal”.
A unidade tem capacidade para abater aproximadamente 6 mil cabeças de gado por dia e responde por cerca de 5% de toda a capacidade de processamento de carne bovina do país. O movimento ocorre em um momento em que os preços da proteína atingem níveis recordes e empresas do setor acumulam perdas bilionárias.
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O United Food and Commercial Workers International Union (UFCW) fechou, no ano passado, um acordo trabalhista de longo prazo cobrindo cerca de 26 mil trabalhadores em mais de uma dúzia de unidades da JBS nos EUA.
A seção sindical de Greeley, porém, optou por não aderir ao acordo nacional.
O argumento dos trabalhadores é que o contrato não considera o custo de vida mais elevado no Colorado. Após meses de negociação sem avanço, o impasse resultou na paralisação.
Segundo o sindicato, a JBS se recusou a oferecer reajustes compatíveis com a inflação e manteve a cobrança de determinados equipamentos de proteção individual, como luvas usadas durante o trabalho.
“A JBS parece mais interessada em um conflito trabalhista na planta de Greeley do que em resolver essas questões”, afirmou Kim Cordova, presidente da seção sindical que representa os trabalhadores da unidade.
Na semana anterior à greve, a empresa já havia começado a cancelar embarques de gado e interromper o abate em Greeley. A produção foi redirecionada para outras grandes unidades nos EUA, entre elas as plantas de Grand Island, no Nebraska, e de Cactus, no Texas.
A companhia afirmou que o objetivo é minimizar o impacto para clientes e para o mercado. Também comunicou que funcionários que não queiram aderir à greve podem continuar trabalhando normalmente.
“Não acreditamos que uma greve seja do melhor interesse de nossos funcionários ou de suas famílias”, disse uma porta-voz da empresa. “Mantemos a proposta apresentada, que é forte, justa e consistente com o histórico acordo nacional firmado em 2025.”
A greve acontece em um dos momentos mais difíceis para o setor de proteína animal nos EUA. O rebanho bovino americano está no menor nível em 75 anos, o que elevou o custo de compra do gado junto aos pecuaristas e pressionou as margens das processadoras.
A JBS, maior processadora de carne do mundo e principal produtora de carne bovina dos EUA em volume, registrou prejuízo operacional de US$ 566 milhões em seu negócio de carne bovina na América do Norte nos primeiros nove meses de 2025. No mesmo período de 2024, a perda havia sido de US$ 64 milhões. As ações da empresa negociadas nos EUA acumulam queda de cerca de 6% no último mês.
A rival Tyson Foods fechou uma de suas maiores plantas em Nebraska em janeiro e demitiu 3.200 trabalhadores em razão do aumento do custo do gado. No início de 2026, a companhia também reduziu pela metade a produção em uma grande unidade no Texas.
Para os consumidores, o cenário se traduz em preços recordes. O valor da carne moída subiu 15% em fevereiro ante o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA. Os contratos futuros de gado vivo caíram cerca de 4% no último mês diante da expectativa de greve, mas ainda acumulam alta superior a 13% nos últimos 12 meses.
O fechamento temporário da planta de Greeley retira um comprador relevante do mercado, o que deve pressionar os preços do gado vivo e tornar mais atrativo para os demais frigoríficos manter suas operações em plena capacidade para atender à demanda por proteína no país.
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