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Payroll de fevereiro surpreende e EUA perdem 92 mil vagas; desemprego vai a 4,4%

Publicado 05/03/2026 • 11:38 | Atualizado há 3 dias

KEY POINTS

  • Payroll de fevereiro registrou perda de 92 mil vagas nos EUA, contra expectativa de criação de 59 mil postos prevista por economistas consultados pela Reuters.
  • Greve de 31 mil trabalhadores da Kaiser Permanente derrubou 37 mil postos em consultórios médicos, principal fator negativo do relatório de empregos.
  • Resultado fraco do payroll elevou para dois os cortes de juros esperados pelo mercado para 2026, em julho e em dezembro, segundo análise da Avenue.
Payroll

Payroll Pessoas caminham pela Times Square, na cidade de Nova York, em 9 de abril de 2025.

Angela Weiss | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)

O mercado de trabalho dos Estados Unidos frustrou as projeções em fevereiro. O payroll divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Bureau de Estatísticas do Trabalho apontou perda líquida de 92 mil postos de trabalho no mês, um resultado bem abaixo da expectativa de abertura de 59 mil vagas do consenso do mercado.

A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%.

O dado de janeiro também foi revisado para baixo, de 130 mil para 126 mil vagas. O de dezembro sofreu revisão ainda mais expressiva: de +48 mil para -17 mil postos.

No acumulado dos dois meses, o mercado de trabalho americano tem 69 mil empregos a menos do que o governo havia informado anteriormente.

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Greve na saúde puxa resultado do Payroll para baixo

O setor de saúde respondeu pelo maior impacto negativo do mês. Consultórios médicos perderam 37 mil vagas em fevereiro, principalmente por conta de uma greve de cerca de 31 mil trabalhadores da Kaiser Permanente na Califórnia e no Havaí.

Hospitais, por outro lado, abriram 12 mil postos, atenuando parcialmente o recuo. No balanço final, o setor de saúde fechou 28 mil vagas — resultado que contrasta com a média de criação de 36 mil postos por mês nos 12 meses anteriores. A greve já foi encerrada.

O setor de informação também registrou queda, com perda de 11 mil postos, continuando uma tendência que já dura meses. O governo federal cortou mais 10 mil vagas, acumulando retração de 330 mil empregos, ou 11%, desde o pico de outubro de 2024.

Tarifas e imigração no radar

Além dos fatores pontuais, o relatório reflete um mercado de trabalho que ainda digere as incertezas geradas pela política comercial do governo Trump. As tarifas de importação, derrubadas pela Suprema Corte, foram repostas sob a forma de uma tarifa global de 10% — com sinalização de alta para 15%. A repressão à imigração também reduziu a oferta de mão de obra, contribuindo para a desaceleração nas contratações.

Para Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o mercado de trabalho americano opera há meses em um padrão de estagnação.

“Analisando a média dos últimos seis meses, de setembro a fevereiro, observa-se uma estagnação no mercado de trabalho, caracterizada por baixas demissões e baixas contratações”, avaliou. O cenário, conhecido no mercado como “low hire, low fire”, não sinaliza colapso imediato, mas exige atenção.

Salários sobem, desemprego ainda dentro do aceitável

Apesar do tombo nas vagas, o salário médio por hora dos trabalhadores do setor privado subiu 0,4% em fevereiro, para US$ 37,32, acumulando alta de 3,8% em 12 meses, ritmo ainda acima da inflação. A jornada média de trabalho ficou estável em 34,3 horas semanais.

A taxa de desemprego de 4,4%, embora mais alta do que em janeiro, segue em patamar considerado baixo pelos padrões históricos. Economistas indicam que o sinal de alerta só seria ativado caso o índice ultrapasse 4,5%.

Oriente Médio complica o quadro do Fed

O cenário para a política monetária ficou mais nebuloso com a escalada do conflito no Oriente Médio. Os preços da gasolina nos EUA subiram mais de US$ 0,20 por galão desde os ataques aéreos americanos e israelenses contra o Irã no último fim de semana. Teerã retaliou, e analistas avaliam que o conflito pode se transformar em guerra regional mais ampla, pressionando a inflação americana.

Antes da divulgação do payroll, o mercado futuro precificava apenas um corte de juros pelo Federal Reserve em 2026, pressionado justamente pelo risco inflacionário do petróleo. Com o resultado fraco do emprego, a expectativa passou a dois cortes, um em julho e outro em dezembro, segundo Yamashita.

Mercados reagem à queda do Payroll

A reação nos mercados foi ruim, no pré-mercado, o S&P 500 futuro recuava 1,25%, o Dow Jones 1,27% e o Nasdaq 1,5%. No câmbio, o índice do dólar valorizou 0,29%, para 99,35 pontos, enquanto o dólar ante o real avançou 0,80%, cotado a R$ 5,30.

No mercado de renda fixa, a curva de dois anos, que reflete as expectativas de política monetária de curto prazo, registrou leve queda no rendimento, sinalizando que o mercado passou a antecipar mais afrouxamento monetário por parte do Fed ao longo do ano.

Consumo também mostra fraqueza

Dados divulgados também nesta sexta-feira pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos mostraram que as vendas no varejo recuaram 0,2% em janeiro na comparação com dezembro. O faturamento do setor somou US$ 773,5 bilhões (R$ 4,10 trilhões) no período, já considerando ajustes sazonais.

O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam estabilidade nas vendas do varejo no início do ano, o que reforça sinais de desaceleração no consumo das famílias americanas.

Ao se excluir o segmento de automóveis, as vendas do varejo nos Estados Unidos permaneceram estáveis na comparação mensal de janeiro, indicando que a retração do indicador geral esteve concentrada em alguns segmentos específicos do consumo.

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