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Petróleo em alta volatilidade: como investidores profissionais estão se posicionando diante do choque de energia

Publicado 10/03/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A forte volatilidade vista no petróleo levou gestores profissionais a reorganizar portfólios, ampliando exposição a commodities e setores ligados à energia, enquanto buscam proteção contra choques econômicos.
  • O movimento ocorre em meio à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, fatores que elevaram o risco de interrupção da oferta global de petróleo e aumentaram a volatilidade nos mercados.
  • Apesar da turbulência, analistas afirmam que ações americanas continuam resilientes, e investidores buscam diversificação, empresas de qualidade e estratégias de proteção para enfrentar inflação e incertezas geopolíticas.
Investidores profissionais estão reorganizando seus portfólios à medida que o petróleo ultrapassa US$ 100 (R$ 526) por barril, deslocando recursos para setores ligados a commodities e reforçando estratégias de proteção contra riscos geopolíticos.

Patrícia Santos / Agência Petrobras

O petróleo enfrenta forte volatilidade e diante da commodity que chegou a ultrapassar US$ 100 e recuou com possível fim da guerra, investidores profissionais estão reorganizando os seus portfólio, deslocando recursos para setores ligados a commodities e reforçando estratégias de proteção contra riscos geopolíticos. O objetivo é se preparar para um cenário em que tensões internacionais possam provocar um choque econômico mais amplo.

A alta recente dos preços da energia, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, tem levado gestores de recursos a reavaliar suas posições nos mercados globais. Muitos afirmam que a prioridade agora é manter exposição ao mercado de ações, mas diversificando investimentos entre setores e regiões capazes de suportar inflação mais alta e maior volatilidade.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,3% (US$ 3,87 / R$ 20,12), a US$ 94,77 (R$ 492,80) o barril. Já o Brent para maio subiu 6,8% (US$ 6,27 / R$ 32,60), a US$ 98,96 (R$ 514,59) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Nas máximas da sessão, os barris do WTI e do Brent chegaram aos US$ 119 (R$ 618,80), maior nível desde junho de 2022, depois que países árabes do Golfo reduziram a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz por ameaças iranianas.

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O mercado acionário de Nova York protagonizou uma forte reviravolta nesta segunda-feira (9), encerrando o pregão no terreno positivo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que a fase crítica da guerra contra o Irã pode estar chegando ao fim.

S&P 500 subiu 0,83%, aos 6.795,99 pontos, enquanto o Nasdaq saltou 1,38%, impulsionado pela recuperação de empresas de semicondutores. O Dow Jones avançou 0,5%, fechando aos 47.740,80 pontos. 

Alguns investidores afirmam que a alta do petróleo não necessariamente enfraquece a tese de investimento em ações.

A duração e a magnitude das interrupções de oferta decorrentes do conflito ainda são incertas, mas acreditamos que um cenário econômico e de mercado saudável oferece algum grau de segurança”, afirmou Brock Weimer, analista associado de estratégia de investimentos da Edward Jones.

Segundo Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da BMO Private Wealth, operadores estão cada vez mais considerando a possibilidade de que custos de energia mais altos pressionem a inflação e desacelerem o crescimento econômico. Ela lembrou, no entanto, que preocupações semelhantes surgiram em 2023, quando, apesar das incertezas, o mercado acionário acabou registrando forte desempenho.

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Este é um ano de eleições de meio de mandato, e com a acessibilidade financeira no centro das preocupações do consumidor, os formuladores de políticas devem acompanhar de perto qualquer choque inflacionário provocado pela alta do petróleo”, afirmou Schleif. “A proximidade das eleições também mantém todos focados em encontrar uma solução rápida para o conflito no Oriente Médio – ou adotar políticas que amenizem os efeitos da alta dos preços da energia.”

Small caps podem ganhar espaço

O choque nos preços do petróleo pode acelerar uma mudança na liderança dos mercados, segundo Jason Pride, chefe de estratégia de investimentos da Glenmede. Para ele, investidores estão buscando empresas menores, ampliando a diversificação e reduzindo a dependência de gigantes de tecnologia e megacaps.

“Depois de quase uma década de desempenho superior das megacaps, empresas de menor capitalização e estratégias de investimento mais diversificadas parecem estar se beneficiando de uma rotação a seu favor neste ano”, afirmou Pride.

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Segundo ele, empresas menores podem se beneficiar de possível alívio tributário corporativo e queda das taxas de juros, além de estarem menos expostas a tarifas comerciais e tensões no comércio global.

Ações de qualidade

A diretora de investimentos da Morgan Stanley Wealth Management, Lisa Shalett, afirmou que, em vez de perseguir “temas supervalorizados”, investidores devem priorizar empresas com crescimento real de lucros.

Ela destaca ações de grande capitalização e alta qualidade, incluindo instituições financeiras selecionadas, empresas do setor de saúde e líderes de tecnologia, entre eles alguns integrantes do grupo conhecido como Magnificent Seven. Setores cíclicos, como indústria e materiais, também podem se beneficiar da maior demanda por commodities.

“Embora os movimentos superficiais dos índices escondam fortes rotações entre setores e ações, a resiliência das ações americanas diante de guerras e choques no petróleo é algo praticamente inédito nos últimos 80 anos”, afirmou Shalett.

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Proteção com opções

Para alguns gestores, o foco está cada vez mais em estratégias de proteção, diante do aumento dos riscos geopolíticos.

Energia pode e deve fazer parte dos portfólios, tanto pela diversificação quanto pelo potencial de retorno real”, afirmou John Luke Tyner, gestor de portfólio e chefe de renda fixa da Aptus Capital Advisors.

Ao mesmo tempo, segundo ele, títulos do Tesouro americano de longo prazo podem não oferecer mais o mesmo nível de proteção durante quedas de mercado, o que leva investidores a buscar alternativas de hedge.

Usar opções para proteger o portfólio contra cenários mais negativos, além de gerar alguma renda e reduzir a volatilidade, faz bastante sentido no ambiente atual”, afirmou Tyner.

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