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Por André Amadeus
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Publicado 09/03/2026 • 12:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
Quais instalações de petróleo e gás no Golfo foram atacadas? Entenda o que está em jogo
O andamento da guerra no Oriente Médio segue elevando os riscos a cada bombardeio realizado pelos países. No início do conflito, que resultou em uma guerra ainda maior, os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel mataram o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e outros integrantes de alta cúpula iraniana.
Entretanto, além dos bombardeios e morte de líderes, a nova guerra no Oriente Médio também coloca em jogo a questão econômica entre países que sequer estão no confronto. Isso porque o local dos embates também é responsável pela reserva e produção de matérias importantes, como o gás natural e o petróleo. Nos últimos dias, um ataque como uma possível resposta do lado iraniano atingiu instalações que armazenavam o material.
Leia também: Irã afirma ter atacado aeroporto Ben Gurion e outros alvos em guerra de mísseis
De acordo com informações do Al Jazeera, infraestruturas localizadas na Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos foram atingidas ou alvo de drones e ataques militares, o que levanta preocupações sobre possíveis impactos no mercado global de energia.
Essas instalações fazem parte de uma rede essencial para a produção e exportação de petróleo e gás natural, responsáveis por abastecer grande parte do mundo. Veja detalhes de cada instalação:
Uma das instalações afetadas foi a refinaria de Ras Tanura, na Arábia Saudita, considerada um dos maiores complexos de petróleo do mundo. O local pertence à empresa estatal Saudi Aramco, responsável por aproximadamente 12% da produção global do material e uma receita de US$ 480 bilhões.
Durante os ataques, drones iranianos foram interceptados pelas defesas sauditas, mas os destroços acabaram provocando um pequeno incêndio dentro do complexo, o que levou à paralisação temporária das operações.

Os bombardeios também atingiriam a instalação de gás natural, Ras Laffan, no Qatar. O local pertence à empresa estatal QatarEnergy e concentra parte importante da produção e exportação de gás do país. Após os ataques, a companhia suspendeu temporariamente a produção de gás natural e de outros produtos energéticos nas instalações atingidas.
A empresa exporta aproximadamente 81 milhões de toneladas de gás natural e seu principal mercado envolve países asiáticos como Japão, China, Coreia do Sul e Índia.

Nos Emirados Árabes Unidos, dois terminais de combustível também registraram incidentes relacionados ao conflito. Um incêndio foi registrado no Mussafah Fuel Terminal, localizado no sudoeste de Abu Dhabi, após o local ser atingido por um drone.
O outro episódio anotado pelas autoridades locais ocorreu no terminal petrolífero de Fujairah, na costa leste do país. Nesse caso, um incêndio começou depois que destroços de um drone interceptado caíram na área. Apesar dos incidentes, não houve registro de feridos nas duas ocorrências.

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Em meio ao agravamento das tensões envolvendo a guerra no Oriente Médio, os ataques a usinas, reservatórios e indústrias de materiais de alta importância, como o gás natural e o petróleo, afetam diretamente os países que dependem do material.
Entretanto, mesmo após os ataques e a paralisação das atividades nos locais afetados, o Irã negou que os reservatórios tenham sido alvos do país. Vale lembrar que, além do ataque, a Guarda Revolucionária do Irã bloqueou e suspendeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, a principal passagem do planeta para o envio de petróleo e gás natural.
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