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Petróleo supera US$ 104 após Trump ameaçar atacar hub de petróleo do Irã ‘só por diversão’
Publicado 16/03/2026 • 07:47 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/03/2026 • 07:47 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Freepik
O petróleo Brent superou US$ 104 por barril nesta segunda-feira (16), atingindo o maior patamar desde 2022, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura de exportação de petróleo do Irã na Ilha de Kharg, “just for fun“. Os contratos futuros com entrega em maio avançavam 1,5%, a US$ 104,72 por barril, enquanto o WTI americano subia 0,3%, a US$ 98,91.
Ambos os contratos acumulam alta de mais de 50% no último mês, desde que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz foi severamente interrompido com o início da guerra, há três semanas.
O Brent fechou acima de US$ 100 pela primeira vez em quatro anos na semana passada.
Leia também: Trump avalia bombardear hub de petróleo do Irã na ilha Kharg , diz embaixador Waltz na ONU
Em entrevista à NBC News publicada no sábado, Trump afirmou que os ataques americanos à Ilha de Kharg “demoliram totalmente” grande parte da ilha, mas que os EUA “podem atacá-la mais algumas vezes, só por diversão.” O presidente ordenou os ataques na sexta-feira contra instalações militares iranianas na ilha, afirmando que a infraestrutura de petróleo foi preservada.
A ressalva, porém, veio acompanhada de aviso: caso o Irã continue a atacar petroleiros no Estreito de Ormuz, Washington considerará atingir as instalações de exportação de crude na ilha.
Cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas saem por Kharg. O país produziu aproximadamente 3,2 milhões de barris por dia em fevereiro, segundo dados da Opep, e exporta cerca de 1,5 milhão de barris diários.
Para Natasha Kaneva, responsável pela área de commodities globais do JPMorgan, os ataques a Kharg e as ameaças de Trump representam uma escalada significativa no conflito. Um ataque direto ao terminal de exportação da ilha interromperia imediatamente o grosso das exportações iranianas e provavelmente provocaria “retaliação severa” do Irã no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional, segundo nota enviada a clientes na sexta-feira.
O Estreito, que conecta o Golfo Pérsico ao mercado mundial, responde por cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. Seu fechamento provocou a maior disrupção de fornecimento de petróleo da história.
Diante da crise, mais de 30 países anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, a maior ação coordenada desse tipo já registrada. Os Estados Unidos contribuirão com 172 milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo.
A Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, coordena o esforço. Nações asiáticas começaram a liberar os estoques imediatamente, enquanto países das Américas e da Europa devem iniciar o processo até o fim de março.
Ainda assim, os preços seguem em alta. O secretário de Energia americano, Chris Wright, admitiu que não há garantia de queda nos preços nas próximas semanas.
Trump afirmou no fim de semana estar em conversas com aliados para garantir a segurança do Estreito de Ormuz e exigiu que outros países ajudem a proteger o corredor marítimo. A Casa Branca deve anunciar ainda esta semana que múltiplos países concordaram em escoltai petroleiros pela passagem, segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal. A discussão ainda em aberto é se a operação começaria antes ou depois do fim da guerra.
O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, reforçou a postura do governo. “Ele deliberadamente atacou apenas a infraestrutura militar, por enquanto”, disse Waltz à CNN. “E certamente acho que ele manteria essa opção caso queira derrubar a infraestrutura energética deles.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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