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Petróleo recua com expectativa sobre Ormuz apesar de novos ataques entre EUA e Irã
Publicado 30/07/2026 • 16:25 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 16:25 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira (30), à medida que investidores passaram a precificar a possibilidade de avanço nas negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, mesmo com a continuidade da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. O mercado também voltou as atenções para a próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para domingo.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro caiu 1,03%, encerrando o pregão a US$ 83,59 (R$ 425,47) por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 1,37%, para US$ 86,88 (R$ 442,22) o barril.
Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir após os Estados Unidos anunciarem uma nova ofensiva aérea contra alvos iranianos. Em resposta, o Irã prometeu retaliar e afirmou ter atacado a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, informação posteriormente negada pelo governo americano.
O movimento de alta perdeu força depois que Teerã informou que continuam as conversas com Omã sobre a administração do Estreito de Ormuz. Apesar disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, reiterou que a passagem marítima permanece fechada.
Segundo a agência estatal iraniana Fars, um navio transportando gás natural liquefeito atravessou o estreito nesta quinta-feira com autorização do governo iraniano, mesmo em meio às restrições impostas na região.
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Siga o Times | CNBCAo mesmo tempo, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que mantém o bloqueio naval no Golfo Pérsico e afirmou que, até 29 de julho, redirecionou 20 embarcações comerciais e interceptou outras duas.
Para a Capital Economics, a queda acumulada do petróleo nesta semana contrasta com a situação ainda delicada do mercado físico, já que o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz continua praticamente interrompido.
Na avaliação da consultoria, caso o transporte de petróleo pela região não seja retomado de forma consistente, o mercado poderá enfrentar um “ponto de inflexão” no início do quarto trimestre.
Além das tensões geopolíticas, investidores acompanham a reunião da Opep+ neste domingo, quando o grupo deverá discutir um novo aumento da produção para setembro, fator que também contribuiu para pressionar as cotações da commodity.
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