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Petróleo fecha em alta após dilemas entre EUA e Irã e risco de interrupção na oferta global da commodity
Publicado 01/06/2026 • 17:01 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 01/06/2026 • 17:01 | Atualizado há 5 meses
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O petróleo encerrou em alta nesta segunda-feira (1°), incentivado pelo desfecho das comunicações entre Estados Unidos e Irã e pelos ataques de Israel no Líbano, o que intensificou o medo de interrupções na oferta global da commodity e de ameaças à navegação nas rotas estratégicas do Estreito de Ormuz.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em alta de 5,49% (US$ 4,80), a US$ 92,16 o barril.
O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 4,24% (US$ 3,86), a US$ 94,98 o barril.
Os ganhos chegaram a ser mais intensos ao longo do dia, após a agência iraniana Tasnim informar que Teerã suspendeu as conversas e a troca de mensagens com Washington por meio de mediadores em protesto contra as operações militares israelenses no Líbano.
A notícia elevou preocupações sobre um possível prolongamento das restrições no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente.
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O analista da Tickmill, Joseph Dahrieh, afirmou que a ausência de um avanço claro nas tratativas e os novos incidentes na região reforçaram as preocupações de que restrições que afetam o Estreito de Ormuz possam durar mais do que o esperado.
Na mesma linha, Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank, avaliou que os estoques globais de petróleo estão diminuindo rapidamente e que os preços ainda não refletem plenamente o risco de um fechamento prolongado da passagem marítima, o que mantém espaço para novas altas.
Os contratos reduziram parte dos ganhos durante a tarde após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Israel não enviará tropas para Beirute e que houve entendimento para interromper os confrontos com o Hezbollah. Ainda assim, a manutenção das incertezas sobre as negociações nucleares entre Washington e Teerã sustentou a valorização da commodity até o fechamento.
Em meio à disparada da commodity, a África do Sul anunciou um aumento recorde nos preços da gasolina a partir desta semana, aponta a Bloomberg, atribuindo a medida ao encarecimento dos combustíveis provocado pela guerra.
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