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Ouro termina o dia em queda com avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries

Publicado 01/06/2026 • 16:34 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • O ouro e a prata fecharam em queda, pressionados pela alta do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), mesmo em um cenário de aumento das tensões geopolíticas.
  • O agravamento das relações entre EUA e Irã e os ataques israelenses no Líbano elevaram os preços do petróleo e aumentaram os temores de inflação, levando investidores a buscar proteção em ativos denominados em dólar.
  • Analistas avaliam que, com os preços da energia em alta, o ouro tem perdido espaço para outras commodities, como petróleo e metais básicos, que apresentam melhor desempenho diante dos riscos de oferta.
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Os contratos futuros do ouro encerraram esta segunda-feira (1) em baixa e recuaram para menos de US$ 4.500, após novas dificuldades nos acordos entre Estados Unidos e Irã e ataques israelenses no Líbano no último final de semana. Com o risco iminente de inflação, investidores migraram para ativos de proteção como a moeda americana e o rendimento dos Treasuries.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,89%, a US$ 4.506,3 por onça-troy. Já a prata para julho recuou 0,82%, a US$ 75,254 por onça-troy.

Segundo a agência Tasnim, as negociações entre Irã e Estados Unidos foram encerradas após o Irã enviar a última comunicação. A troca de textos aconteceu por meio de mediadores em protestos contra a ofensiva israelense no Líbano. O quadro levou a uma perda no ouro, que chegou aos US$ 4.400.

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Poucas horas depois, militares iranianos divulgaram um comunicado de alerta aos moradores do norte de Israel para saírem da região caso o governo israelense amplie as ações em território libanês. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou não ter confirmação de que o Irã realmente está suspendendo as negociações, mas disse não se importar, segundo a NBC. O cenário levou o petróleo a avançar fortemente, assim como o dólar e os rendimentos dos Treasuries. Analistas do Saxo Bank destacam que o ouro ganha em momentos de “fraqueza econômica”, com temores inflacionários acompanhados por queda nos rendimentos e enfraquecimento do dólar, diferente do que acontece agora.

Na avaliação do TD Securities, em um ambiente de preços de energia elevados, os fatores macroeconômicos que têm afetado os metais preciosos vão permanecer válidos. Além disso, a consultoria aponta que o ouro apresenta desempenho inferior em comparação com outras commodities, como os metais básicos e até mesmo o petróleo, em meio aos riscos de oferta.

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