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Pessoa abastece veículo em posto de combustível

CNBCPaíses do G7 vão liberar estoques de diesel enquanto guerras na Europa e no Oriente Médio restringem oferta de combustível

Petróleo

Petróleo fecha em queda após G7 anunciar liberação de 100 milhões de barris

Publicado 02/10/2026 • 16:18 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Brent caiu 0,06%, para US$ 102,25, enquanto o WTI recuou 1,9%, para US$ 91,11 por barril.
  • O G7 informou que pretende liberar 100 milhões de barris de suas reservas nos próximos quatro meses, com prioridade para o diesel nos primeiros 20 dias.
  • O mercado continua acompanhando as tensões no Oriente Médio, as restrições ao comércio de diesel e a distância nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Foto: AFP

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (2), após uma sessão volátil, com os preços oscilando entre as preocupações com a oferta global e o anúncio de que o G7 estuda liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo de suas reservas. As tensões no Oriente Médio permaneceram elevadas, enquanto as perspectivas de um acordo entre Estados Unidos e Irã continuaram distantes.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 0,06%, ou US$ 0,06, a US$ 102,25 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro recuou 1,9%, ou US$ 1,76, para US$ 91,11 por barril.

Na semana, o Brent acumulou alta de 4,94%, enquanto o WTI caiu 1,41%.

O WTI chegou a recuar 4% na mínima da sessão após um comunicado conjunto do G7 informar que o grupo pretende liberar 100 milhões de barris de suas reservas ao longo dos próximos quatro meses, com uma “liberação substancial e antecipada de diesel nos primeiros 20 dias”.

A medida ocorre após pressão do governo do presidente Donald Trump sobre a União Europeia para reduzir seus estoques de emergência de diesel, em uma tentativa de aliviar os preços globais do combustível.

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Mais cedo, a Comissão Europeia afirmou que “rejeita totalmente” qualquer eventual proibição dos Estados Unidos às exportações de diesel, segundo a porta-voz Anna-Kaisa Itkonen. A possibilidade havia sido mencionada ao longo da semana por autoridades americanas.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirmou que os Estados Unidos exportam entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de barris de diesel por dia e, nos últimos meses, responderam por mais da metade das importações do derivado pela Europa.

“A liberação de estoques pela Europa pode ganhar tempo. Ela não substitui uma refinaria em Houston, uma planta na Costa do Golfo ou barris que não conseguem passar pelo Estreito de Ormuz”, afirmou Flynn.

Também nesta sexta-feira, Trump anunciou a destinação de US$ 8,4 bilhões, vinculados ao acordo com a Coreia do Sul, para um projeto avançado de petróleo nos Estados Unidos.

Na quinta-feira (1º), o presidente já havia afirmado que os planos preveem cerca de US$ 200 bilhões em projetos de energia da Coreia do Sul em território americano.

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