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Petróleo fecha em queda com tensões no Oriente Médio e estoques da commodity nos EUA

Publicado 07/10/2026 • 16:28 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Brent recua 0,38% e fecha a US$ 100,20, enquanto WTI cai 1,30% e termina a US$ 88,28.
  • Queda dos estoques de petróleo nos EUA não sustenta os preços diante do avanço das reservas de gasolina.
  • Tensões no Oriente Médio mantêm riscos ao abastecimento, apesar da recuperação dos fluxos por rotas alternativas.

Os contratos futuros de petróleo terminaram a quarta-feira (7), em queda, em uma sessão volátil na qual os investidores ajustaram posições enquanto acompanhavam os riscos geopolíticos no Oriente Médio e os dados semanais de estoques dos Estados Unidos.

O Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,38%, uma variação de US$ 0,38, e encerrou o dia a US$ 100,20 por barril. Na Nymex, o WTI para novembro caiu 1,30%, ou US$ 1,16, para US$ 88,28 por barril.

O petróleo perdeu força no começo da tarde, após a divulgação dos dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE). Os estoques americanos da commodity diminuíram 3,186 milhões de barris na semana, enquanto analistas esperavam aumento de 1,7 milhão. A gasolina, porém, registrou alta de 382 mil barris, para 204,74 milhões de barris, contrariando a previsão de queda de 1,1 milhão de barris. Segundo o texto, esse avanço neutralizou uma possível pressão de alta sobre o petróleo provocada pela redução dos estoques da commodity.

No Oriente Médio, as tensões entre Estados Unidos e Irã permaneciam, sem indicação de trégua entre Washington e Teerã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou na quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que está disposto a buscar um acordo com os Estados Unidos. Ele defendeu um entendimento “equilibrado e justo”, mas acusou Washington de adotar uma “postura maximalista nas negociações”.

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Em outra frente, o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, declarou que o Estreito de Ormuz continuará fechado até que as “reivindicações legítimas” persas sejam atendidas.

Para o ING, o mercado enfrenta uma disputa entre a melhora do fornecimento de petróleo na região e ameaças que continuam afetando o abastecimento. Dados da Kpler indicam que os fluxos de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz caíram para 74% dos níveis anteriores à guerra após uma série de ataques a petroleiros na semana anterior. Ainda assim, rotas alternativas fizeram com que as exportações do Golfo permanecessem amplamente nos níveis anteriores ao conflito.

A Shell informou, por sua vez, que suas margens de refino alcançaram níveis recordes no terceiro trimestre. A empresa atribuiu o resultado à volatilidade provocada pelo conflito e ao aperto global da oferta nos mercados de combustíveis.

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