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Petróleo sobe após ataques em Ormuz elevarem preocupação com abastecimento mundial
Publicado 07/07/2026 • 16:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/07/2026 • 16:35 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (7) em alta, impulsionados pelo aumento das preocupações no Oriente Médio após ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. A movimentação ocorreu mesmo com a manutenção de negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
O petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange, avançou 2,76%, com alta de US$ 1,89, fechando a US$ 70,44 por barril. Já o Brent crude oil, referência global negociada na Intercontinental Exchange, subiu 3,01%, ou US$ 2,17, para US$ 74,16 por barril.
A alta veio após relatos de que o Irã teria atacado um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, o Al-Rekayyat, enquanto a embarcação navegava próximo ao Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al Ansari, confirmou o episódio e pediu que Teerã interrompa ações que possam comprometer a segurança regional.
O caso ocorreu após o United Kingdom Maritime Trade Operations informar que uma embarcação havia sido atingida por um projétil de origem desconhecida na região próxima a Omã. Outros dois navios também teriam sido alvo de ataques.
A pressão sobre os preços aumentou após informações de que os Estados Unidos pretendem revogar uma autorização que permitia a comercialização de petróleo iraniano. Um representante do governo americano classificou as ações de Teerã como “inaceitáveis” e afirmou que haverá consequências, levando as cotações do petróleo a ampliar os ganhos no mercado eletrônico.
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Siga o Times | CNBCPara Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o movimento reflete principalmente a retomada do prêmio de risco geopolítico. Segundo ele, os ataques aumentam as preocupações sobre a segurança da região e dificultam avanços nas negociações diplomáticas.
As conversas entre Estados Unidos e Irã seguem no radar dos investidores. O diálogo deve ser retomado após o funeral do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei, mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que as negociações não avançarão enquanto houver ameaças americanas.
Além da tensão no Oriente Médio, o mercado acompanha impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia. A refinaria de Omsk, uma das maiores da Rússia, interrompeu operações após um ataque de drone ucraniano, aumentando preocupações sobre a oferta de combustíveis no país.
Apesar dos riscos geopolíticos, o Departamento de Energia dos Estados Unidos revisou para baixo suas projeções para o petróleo Brent, estimando preço médio de US$ 82 por barril em 2026 e US$ 65 em 2027, após a retomada do fluxo de transporte pelo Estreito de Ormuz.
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