Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil pode exportar inteligência artificial em setores estratégicos, diz CEO do Templo
Publicado 03/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 uma semana
“Funflation” chega às salas de estar: ficar em casa já não é a opção mais barata de lazer
Enquanto Neuralink, de Elon Musk, aposta em implantes, chinesa BrainCo aposta que o futuro da tecnologia cerebral será vestível
De “booksmaxxing” a “looksmaxxing”: por que tendências virais preocupam especialistas em saúde mental
Nos Estados Unidos, nova lei de habitação busca ampliar oferta de imóveis e reduzir preços; veja o que muda
Empresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes
Publicado 03/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
O Brasil tem condições de se tornar exportador de soluções de inteligência artificial em setores estratégicos, mesmo sem desenvolver os grandes modelos de linguagem que dominam o mercado global, afirmou Herman Bessler, CEO do Templo, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (3). Segundo ele, o diferencial brasileiro está na aplicação da tecnologia em segmentos como agronegócio, finanças e saúde.
“Não vale a pena criar grandes modelos de linguagem, mas temos uma oportunidade enorme em áreas onde já somos competitivos“, afirmou. “Quando falamos de tecnologia financeira, agro e saúde, temos diferenciais significativos para sermos exportadores de IA, e não apenas consumidores.”
Fundado em 2011, o Templo nasceu com foco em transformação organizacional e, ao longo dos últimos anos, ampliou sua atuação para apoiar empresas na adoção da inteligência artificial. Segundo Bessler, a companhia já trabalhou com mais de 150 grandes empresas em projetos que envolvem estratégia, educação corporativa e tecnologia.
Leia também: Falta de memória vira novo gargalo para avanço da inteligência artificial
Na avaliação de Bessler, um dos principais erros das empresas é enxergar a inteligência artificial apenas como uma questão tecnológica.
Ele explicou que a adoção da IA exige mudanças na cultura organizacional e na forma de trabalhar, e não apenas a contratação de novas ferramentas. “Tecnologia é um meio para otimizar a estratégia de negócio, não o contrário“, afirmou. “O que muda uma organização é um movimento, e não uma ordem.”
Segundo o executivo, muitas empresas chegam ao Templo sabendo que precisam utilizar inteligência artificial, mas sem clareza sobre como implementar a transformação ou identificar onde a tecnologia realmente gera valor.
Leia também: Medo e preocupação crescem na Meta em meio à febre da inteligência artificial
Nesse contexto, a empresa utiliza agentes de IA para mapear processos, entrevistar colaboradores e construir estratégias de automação em larga escala.
O Templo lançou recentemente o Orquestra, plataforma que substitui o antigo sistema ClassPlay e funciona como um orquestrador de agentes de inteligência artificial.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Bessler, a ferramenta executa tarefas automaticamente, aprende com as operações realizadas e registra os processos internos da empresa para aprimorar continuamente sua atuação. “Ele mesmo escolhe os agentes e executa rotinas que você autorizou. Aprende ao longo do tempo e melhora continuamente os processos“, explicou.
Para o executivo, esse modelo representa um novo estágio da automação corporativa ao integrar diferentes agentes inteligentes em uma única estrutura operacional.
Leia também: Inteligência artificial aposta em Vini Jr. ou Haaland no jogo de domingo (05)?
Bessler acredita que a inteligência artificial substituirá diversas funções, mas avalia que o principal desafio será o período de transição entre a eliminação de alguns postos e a criação de novas ocupações.
Na avaliação dele, esse processo tende a provocar um desemprego friccional, que poderá ser mitigado por políticas públicas voltadas à qualificação profissional e à adaptação da força de trabalho. “A questão não é se a IA vai destruir mais empregos do que criar, mas em quanto tempo isso vai acontecer“, afirmou.
Leia também: I.A. não está reduzindo o trabalho: veja quem prosperará na nova era da inteligência artificial
Ele observou que profissionais em início de carreira já começam a ser substituídos em algumas funções, o que pode dificultar, no futuro, a formação de profissionais mais experientes.
Por isso, defendeu que trabalhadores desenvolvam competências tipicamente humanas, como pensamento crítico, criatividade, colaboração e capacidade empreendedora. “As pessoas precisam aprender aquilo que continuará sendo essencialmente humano“, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Como uma Copa do Mundo mudou a carreira de Vozinha em poucas semanas?
2
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
3
Inglaterra anula Haaland e bate a Noruega; Argentina vence Suíça na prorrogação (3-1) e times se enfrentam nas semifinais da Copa
4
Empresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes
5
Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado