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Petróleo sobe em meio a tensões no Estreito de Ormuz e ataque à Saudi Aramco

Publicado 14/10/2026 • 16:30 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo fecha em alta em meio às tensões no Oriente Médio, com Brent a US$ 106,06 e WTI a US$ 95,09 por barril.
  • Incidentes elevam temores sobre o abastecimento, após afundamento de navio no Estreito de Ormuz e ataque à sede da Saudi Aramco.
  • AIE reduz projeção para a demanda global em 2026, prevendo queda de 2,6 milhões de barris por dia devido à guerra com o Irã, aos combustíveis mais caros e à piora econômica.
Petroleira

Foto: Freepik

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (14), em meio às preocupações com a segurança do abastecimento diante das tensões no Oriente Médio. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para dezembro avançou 0,35%, com alta de US$ 0,37, e encerrou a sessão a US$ 106,06 por barril. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o WTI para novembro subiu 1,01%, ou US$ 0,95, e terminou o pregão cotado a US$ 95,09 por barril.

Entre os episódios que ampliaram as preocupações com a oferta está o afundamento de um navio de carga no Estreito de Ormuz, após a embarcação atingir uma mina naval. A informação foi divulgada pela força naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que classificou o caso como o primeiro relato de Teerã sobre o afundamento de um navio nessas circunstâncias desde o início da guerra no Oriente Médio, há sete meses e meio.

Outro episódio ocorreu na noite de terça-feira (13), quando um prédio administrativo da Saudi Aramco, que abriga a sede da empresa em Dhahran, na Arábia Saudita, foi atacado. Segundo o Ministério da Energia saudita, o incidente provocou um incêndio de proporções limitadas.

Os dois acontecimentos se somam às tensões regionais que alimentam os temores de interrupções no fornecimento de petróleo. Na avaliação da BOK Financial, os operadores continuarão atentos aos fluxos da commodity provenientes do Oriente Médio e aos suprimentos de diesel que, segundo relatos citados pela instituição, estariam sendo transportados da Rússia.

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A instituição também apontou que os contratos futuros com vencimentos mais próximos refletem uma probabilidade maior de retorno de um grande conflito militar envolvendo o Irã.

No campo regulatório, a Comissão Europeia propôs adiar em um ano a aplicação de determinadas exigências previstas no regulamento da União Europeia sobre emissões de metano para importadores de combustíveis fósseis. A iniciativa foi apresentada em meio às dificuldades de abastecimento e à alta dos custos de energia.

Ao mesmo tempo, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua projeção para o consumo mundial de petróleo em 2026. Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (14), a entidade passou a estimar uma queda média de 2,6 milhões de barris por dia (bpd), ante a retração de 2,5 milhões de bpd prevista anteriormente.

A revisão representa uma redução adicional de 100 mil barris por dia na demanda projetada. Segundo a AIE, a expectativa de contração mais acentuada está relacionada à guerra com o Irã, ao encarecimento dos combustíveis e à deterioração das perspectivas econômicas.

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