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Possível taxa do Irã no Estreito de Ormuz pode impactar comércio global, diz especialista

Publicado 09/04/2026 • 21:03 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A possível implementação de uma taxa de pedágio pelo Irã para navios que cruzam o Estreito de Ormuz pode desestabilizar o comércio global e elevar os custos logísticos em uma das rotas energéticas mais vitais do planeta, afirmou Natalia Fingermann.
  • Ela destacou que a medida rompe com costumes internacionais de longa data sobre o trânsito marítimo.

A possível implementação de uma taxa de pedágio pelo Irã para navios que cruzam o Estreito de Ormuz pode desestabilizar o comércio global e elevar os custos logísticos em uma das rotas energéticas mais vitais do planeta, afirmou Natalia Fingermann, professora de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ela destacou que a medida rompe com costumes internacionais de longa data sobre o trânsito marítimo: “Essa taxa é inédita porque existe o princípio de livre navegação dos mares, ratificado por muitos países, mas o Irã não ratificou esse protocolo. Imagine se essa decisão passe a ser replicada em outras regiões que têm situações parecidas, como Gibraltar; isso teria um impacto enorme no comércio internacional e na economia global”.

A especialista ressaltou que o custo do petróleo, que já sofre pressão devido aos conflitos, pode subir ainda mais com a nova taxação: “O valor que o Irã tem proposto seria por barril, então teríamos um aumento, mas o maior impacto hoje tem sido o aumento no preço do barril, que subiu da casa dos US$ 60 (R$ 306,00) para US$ 120 (R$ 612,00). Espero que isso não seja uma praxe adotada por outros países e que haja pressão para que o Irã não adote isso de maneira permanente”.

Natalia Fingermann explicou que o movimento iraniano também possui um forte componente geopolítico e monetário contra o Ocidente: “Analistas apontam que essa iniciativa está relacionada à ideia de retirar a hegemonia do dólar, pois o Irã tem buscado estabelecer a cobrança dessas taxas não somente em dólar, mas também em Yuan. Isso pode gerar, no longo prazo, um contrabalanço em relação à moeda americana, colocando a moeda chinesa como relevante no sistema de transação internacional”.

Sobre o impacto na vizinhança e no escoamento de produção, a professora da ESPM indicou que países como o Iraque seriam os mais prejudicados: “Se tivermos o prolongamento de uma taxa, é provável que vejamos investimentos de países que detêm grande capital para que o escoamento deixe de ser por Ormuz. O Iraque é um dos que mais sofreu porque dependia muito dessa passagem, e a busca por novas rotas, embora leve anos, pode ser a saída estratégica para evitar esse isolamento”.

Por fim, ela ponderou que o cenário de cessar-fogo atual pode dar uma roupagem de legitimidade temporária à cobrança para fins internos: “Pelo menos o Irã coloca que vai fazer uma cobrança por um período temporário com o objetivo de usar esses recursos para a reconstrução do país. Entendemos que agora é um momento de trégua, então parece ser algo plausível para o momento, mas é fundamental que isso não se torne a regra do sistema internacional de livre navegação”.

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