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CNBCPreço do petróleo atinge recorde em 4 anos; Brent futuro é negociado a US$ 126 por barril desta quinta

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Preço do petróleo atinge recorde em 4 anos; Brent futuro é negociado a US$ 126 por barril desta quinta

Publicado 30/04/2026 • 06:37 | Atualizado há 2 horas

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Foto: Reuters

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O barril de petróleo Brent atingiu nesta quinta-feira (30) seu maior nível em quatro anos, após relatos de que o comando militar dos Estados Unidos apresentaria ao presidente Donald Trump planos de uma possível ação contra o Irã. A notícia reacendeu temores de conflito armado e reforçou os efeitos do bloqueio americano às exportações iranianas.

Segundo o site Axios, o Comando Central dos EUA estaria pronto para detalhar opções de intervenção militar, citando fontes próximas às discussões. Trump já havia rejeitado a proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Hormuz, sinalizando que o bloqueio naval continuará até que seja firmado um acordo nuclear mais amplo.

Leia também: Preços do petróleo disparam após Irã e EUA atacarem navios comerciais em meio à escalada das tensões no Estreito de Ormuz

Mercado reage com alta expressiva

  • O Brent chegou a US$ 126 por barril, antes de recuar para US$ 121,71, ainda em alta de 3,1% no dia;
  • O WTI, referência nos EUA, avançou 1,3%, cotado a US$ 108,17;
  • Desde o início da guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, os contratos acumulam valorização de cerca de 60%.

Analistas destacam que o mercado passou da “exuberância” para a realidade da escassez de oferta no Golfo Pérsico. “Quanto mais tempo durar a interrupção, maior será a necessidade de destruição de demanda, e isso só acontece com preços mais altos”, afirmou Warren Patterson, estrategista de commodities do ING.

Impactos e projeções

  • O Goldman Sachs estima que as exportações pelo Estreito de Hormuz caíram para apenas 4% do nível normal;
  • A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep deve trazer aumento de produção, mas de forma gradual, sem aliviar a pressão imediata;
  • Bill Perkins, da Skylar Capital, avalia que o mercado está sendo guiado por uma combinação de fatores físicos, geopolíticos e psicológicos, com investidores atentos a movimentos de navios e sinais políticos.

Apesar do uso de reservas estratégicas e estoques em trânsito, os mercados de derivados como diesel seguem pressionados, com gargalos logísticos persistentes. O Goldman alerta ainda para queda na demanda global, estimando consumo em abril 3,6 milhões de barris por dia abaixo dos níveis de fevereiro.

Perkins projeta que o Brent pode chegar a US$ 140–150 caso as interrupções se prolonguem. “Preços elevados acabam reduzindo a demanda, mas até lá o mercado enfrentará forte volatilidade”, disse.

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