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Presidente do México diz que situação está estabilizada após onda de violência; número de mortos ultrapassa 70
Publicado 23/02/2026 • 20:54 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/02/2026 • 20:54 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Henry Romero / Reuters
A presidente do México, Claudia Sheinbaum
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (23) que a situação de segurança no estado de Jalisco começou a se estabilizar após a onda de violência desencadeada pela morte de Nemesio Oseguera, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Segundo ela, na manhã desta segunda-feira já não havia bloqueios em rodovias, e a expectativa é de que os voos sejam retomados entre segunda e terça-feira.
A sinalização de normalização ocorre após um fim de semana marcado por confrontos armados, incêndios e interdições de estradas em diferentes estados do país. O governo mexicano detalhou a cronologia da operação militar que resultou na morte de Oseguera, considerado um dos narcotraficantes mais procurados do México e dos Estados Unidos.
Leia também: Quem era ‘El Mencho’, narcotraficante que liderava um dos cartéis mais poderosos do México
A ofensiva começou a ser estruturada em 20 de fevereiro, após uma denúncia ligada a uma das parceiras do chefe do cartel. A mulher foi monitorada até uma instalação em Tapalpa, no estado de Jalisco, onde Oseguera estaria escondido. No dia seguinte, após a saída dela do local, a inteligência confirmou que ele permanecia na área, sob proteção de seguranças armados.
O Exército, com apoio da Guarda Nacional, forças especiais, aeronaves militares e seis helicópteros, iniciou então uma operação classificada como ultrassecreta. Segundo a agência Reuters, uma força-tarefa liderada pelos Estados Unidos, especializada em inteligência sobre cartéis, também forneceu informações para a ação.
Na madrugada de 22 de fevereiro, tropas cercaram a região antes do amanhecer. Integrantes do cartel reagiram, e oito suspeitos morreram no primeiro confronto. Oseguera e outros membros da organização fugiram para um complexo de cabanas em uma área de mata, onde houve novo tiroteio. “El Mencho” e dois seguranças foram encontrados feridos. Ele morreu durante o transporte de helicóptero para atendimento médico.
Com a escalada da violência, a aeronave não conseguiu pousar em Guadalajara e foi desviada para Morelia, no estado vizinho de Michoacán. O corpo foi posteriormente transferido para um avião militar com destino à Cidade do México.
A morte do líder do CJNG desencadeou retaliações imediatas. De acordo com o Ministério da Defesa, um aliado conhecido como “El Tuli”, apontado como braço-direito e operador financeiro do cartel, coordenou bloqueios, incêndios e ataques a instalações governamentais em Jalisco. Ele teria oferecido recompensa de 20 mil pesos pela morte de qualquer militar.
Ao todo, foram registrados 85 bloqueios no domingo, com rodovias interditadas e veículos incendiados. Companhias aéreas cancelaram voos para Puerto Vallarta, destino turístico no Pacífico, enquanto escolas e universidades suspenderam aulas. Segundo as autoridades, cerca de 30 suspeitos de integrar o cartel morreram na onda de violência, além de 25 integrantes da Guarda Nacional e um civil. Pelo menos 70 pessoas foram presas em sete estados.
Leia também: CJNG perde líder El Mencho e violência cresce no México
O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que possíveis sucessores de Oseguera estão sob vigilância e que o governo monitora o risco de novas retaliações, tanto por parte do CJNG quanto de outros cartéis interessados em disputar território.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump reagiu em rede social afirmando que o México “deve intensificar seus esforços contra cartéis e drogas”, adicionando componente diplomático ao episódio em meio à revisão do acordo comercial da América do Norte.
Pelo menos 73 pessoas morreram na tentativa do México de capturar o notório líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) e na violenta sequência de sua morte.
A contagem de corpos feita pelas autoridades incluiu membros das forças de segurança, suspeitos de pertencerem a cartéis e outros. As autoridades não forneceram detalhes, e as circunstâncias da maioria das mortes não foram esclarecidas.
Entre os óbitos estão 25 membros da Guarda Nacional Mexicana, que foram mortos em seis ataques distintos, afirmou o secretário de Segurança, Omar García Harfuch. Harfuch afirmou que cerca de 30 suspeitos de crimes foram mortos em Jalisco e outros quatro no estado vizinho de Michoacán. Também foram mortos um guarda prisional e um agente do Ministério Público estadual.
Com a ameaça de violência iminente, vários estados mexicanos cancelaram as aulas na segunda-feira (23), enquanto governos locais e estrangeiros alertaram seus cidadãos para que permanecessem em casa.
A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma, e as autoridades disseram que todas as mais de 250 barricadas de cartéis em 20 estados haviam sido removidas.
A Casa Branca confirmou que os EUA forneceram apoio de inteligência à operação para capturar o líder do cartel e elogiou o exército mexicano por deter um homem que era um dos criminosos mais procurados em ambos os países.
O México esperava que a morte dos maiores traficantes de fentanil do mundo aliviasse a pressão do governo Trump por mais ações contra os cartéis.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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