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Dólar a R$ 4,90? O otimismo do mercado diante da possibilidade de renovar mínimas de 2024
Publicado 10/04/2026 • 20:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/04/2026 • 20:14 | Atualizado há 2 meses
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O mercado financeiro encerra esta sexta-feira (10) em suspense, mas com um viés de otimismo que não se via há anos. Com o dólar comercial orbitando os R$ 5,01, a pergunta nas mesas de operação é uma só: a reunião entre representantes dos EUA e do Irã neste sábado em Islamabad, no Paquistão, terá um acordo de paz com direito a “beijo de despedida” do dólar acima dos cinco reais?
Se você está acompanhando essa saga épica, saiba agora tudo o que pode levar a moeda americana para baixo já na abertura de segunda-feira (13).
O grande fiel da balança é a reunião entre EUA e Irã. O mercado precificou hoje uma “esperança de paz”. Se o acordo sair, o petróleo Brent, que sustenta a inflação global, tende a recuar. Conforme Bruno Perri, economista-chefe e sócio da Forum Investimentos, o dólar hoje funciona como um termômetro de medo.
“Se houver uma reversão muito ruim e os conflitos voltarem a crescer, o dólar pode subir pontualmente, como ativo que o pessoal corre no momento de crise. Mas eu acho que se você tiver uma continuidade dessa redução das tensões, buscando algum acordo, eu acho que a tendência é o dólar se acomodar e dar para baixo”, analisa Perri.
Não é apenas o real que está ganhando força, é a credibilidade da moeda americana que está sendo testada globalmente. Bancos centrais ao redor do mundo estão trocando papel-moeda dos EUA por ouro e outras divisas, um movimento que favorece moedas de países emergentes com juros altos, como o Brasil.
“Tem uma tendência para baixo em relação a várias moedas por conta de uma perda de confiança coletiva na moeda americana. Só um adendo: os bancos centrais estão diminuindo reservas em dólar — como muitos economistas estão falando — mas ainda são reservas majoritárias em relação a outras reservas, como o ouro”, destaca Perri.
O fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira em 2026 já é avassalador, superando o ano de 2025 inteiro em apenas um trimestre. Com JPMorgan e Morgan Stanley batendo na tecla de que o Brasil é a “bola da vez”, a entrada de dólares deve continuar pressionando a cotação para baixo. No entanto, Perini faz uma ressalva técnica importante para entender se o Real está realmente forte ou se o dólar é que está fraco:
“Olha que interessante, como mostra que o dólar perdeu credibilidade: em relação ao euro o real não cresceu. Mostrando que é mais desvalorização do dólar do que valorização do real. Mas também tenho um adendo sobre isso: entre as emergentes, o real foi uma das que mais se beneficiou.”
No entanto, claro que o capítulo deste sábado será decisivo. Veja a que patamares o dólar pode chegar:
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