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Quem foi Jeffrey Epstein, o financista americano ligado a acusações de tráfico sexual de menores
Publicado 09/02/2026 • 11:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/02/2026 • 11:25 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Quem foi Jeffrey Epstein
Nas últimas semanas o nome de Jeffrey Epstein voltou a ser destaque após as autoridades americanas disponibilizarem ao público documentos da investigação de Epstein. O financista americano tirou a própria vida na prisão após enfrentar acusações de abuso.
Jeffrey ganhou destaque tanto por sua carreira no mercado financeiro quanto por estar no centro de um dos maiores escândalos de tráfico sexual de menores da história recente, a vida de Epstein combinou fortuna, conexões com figuras poderosas e crimes que chocaram o mundo.
Leia mais: Como Jeffrey Epstein ficou tão rico? Entenda como sua fortuna foi construída
Jeffrey Edward Epstein nasceu em 20 de janeiro de 1953, no bairro de Brooklyn, em Nova York. Desde jovem, Epstein demonstrou aptidão para a matemática e a física, estudando essas disciplinas em instituições como Cooper Union e a Universidade de Nova York, embora não tenha concluído um diploma universitário, segundo informações do EBSCO.
Epstein iniciou sua carreira profissional como professor de física e matemática em uma escola de elite em Manhattan antes de ingressar no setor financeiro em 1976, na empresa de investimentos Bear Stearns. Durante a passagem pela empresa prestigiosa dos EUA, Epstein chegou a ser questionado sobre as mentiras sobre sua formação.
Mesmo com os questionamentos, em 1987, a Bear Stearns o nomeou como sócio minoritário. Ainda assim, no ano seguinte a empresa conduziu uma investigação interna para entender se Epstein violou as regras da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, que atua para regular o mercado de capitais e garantir a proteção dos investidores e das movimentações conforme as leis dos Estados Unidos.
Após as investigações, Jeffrey foi suspenso das atividades e multado. O americano negou qualquer irregularidade e demonstrou ter ficado ofendido com as acusações, logo depois, ele deixou a empresa, segundo informações da Britannica.
Com o tempo, Jeffrey, avançou na carreira e, em 1982, fundou sua própria consultoria financeira, a International Assets Group, afirmando gerir dinheiro de clientes extremamente ricos. Além desta empresa, Epstein também participou de ações dentro de outras empresas:
Ambas as empresas foram extintas futuramente após as investigações contra Epstein.
Após isso, os movimentos de Epstein começam a se tornar secretos. Mais tarde, a empresa do americano ficou conhecida por atender uma lista oculta de clientes milionários, o mais notório deles foi o bilionário Leslie Wexner, fundador do grupo de varejo L Brands, ao qual pertenceu a Victoria’s Secret.
A partir de sua associação com Wexner e outros investidores, Epstein acumulou grande riqueza e um estilo de vida intenso, com múltiplas propriedades, incluindo um grande imóvel em Nova York e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.
Epstein aproveitou sua crescente fortuna para ampliar sua relação com bilionários e pessoas influentes no ramo. Dentre as celebridades, Bill Gates e Michael Jackson estão entre os influentes que criaram vinculo com o americano.
Entre os nomes envolvidos com Epstein, André Mountbatten Windsor, príncipe inglês que perderia mais tarde o posto após a família real após o Rei Charles tirar seu título em decorrência da relação envolvendo Jeffrey Epstein.
Além das propriedades e segundo o The New York Times, um patrimônio avaliado em US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 532,9 milhões na cotação atual), Epstein ganhou notoriedade aos frequentar festas e manter relações com estrelas de cinema, músicos renomados e até políticos influentes.
Apesar do sucesso financeiro, Epstein ficou conhecido mundialmente por sua ligação com crimes sexuais e exploração de menores. Em 2005, ele passou a ser investigado por supostamente pagar jovens para realizar massagens em suas propriedades, incluindo em Palm Beach, na Flórida.
A polícia foi acionada após uma mulher denunciar que sua enteada de 14 anos havia sido abusada por um homem rico identificado como Jeffrey Epstein. O caso rapidamente chamou a atenção do FBI, e novas acusações começaram a surgir. Quando Alexander Acosta, então procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida, passou a reunir provas para um processo criminal, o número de supostas vítimas já chegava a cerca de 40.
Em 2008, Epstein firmou um acordo de delação premiada nos Estados Unidos, no qual se declarou culpado por duas acusações de solicitação de prostituição, incluindo uma envolvendo uma menor de idade, e cumpriu uma pena de 13 meses de prisão, em parte em liberdade.
A concessão de uma parte da pena em liberdade foi o suficiente para que protestos fossem realizados. Até este momento não existiam mais relatos de abusos ou tráfico humano. Entretanto, as coisas mudariam após outros relatos envolvendo o americano chegasse ao FBI.
Entre os relacionamentos mais relevantes de Epstein, destacam-se aqueles com dois presidentes norte-americanos: Bill Clinton e Donald Trump. A relação entre Epstein e Trump começou no fim da década de 1980 e foi descrita por muitos como uma amizade próxima. Epstein e sua associada, Ghislaine Maxwell, estiveram em um evento na Casa Branca em 1993, ocasião em que Maxwell foi fotografada ao lado de Clinton.
Em 2003, Clinton e Trump teriam autografado um livro comemorativo do 50º aniversário de Epstein. Além disso, registros indicam que ambos viajaram diversas vezes no avião particular de Epstein, conhecido como “Lolita Express”, apelido inspirado no romance Lolita (1955), de Vladimir Nabokov, que aborda abuso sexual envolvendo menores.
Em um perfil publicado pela revista New York em 2002, Trump falou publicamente sobre sua relação com Epstein, afirmando: “Conheço Jeff há 15 anos. Um cara fantástico. É muito divertido estar com ele. Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens.”
Apesar disso, a relação entre os dois teria se rompido pouco tempo depois. Segundo Trump, Epstein passou a contratar funcionários que trabalhavam em sua propriedade, Mar-a-Lago, o que gerou conflitos. Trump afirmou que advertiu Epstein e, após reincidência, decidiu bani-lo do local. Outros relatos apontam que o afastamento também pode ter sido causado por uma disputa imobiliária por uma propriedade de US$ 41 milhões em Palm Beach, vencida por Trump.
Leia mais: Bill Gates diz se arrepender de cada minuto que passou com Jeffrey Epstein
Durante o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o pedido pela divulgação de arquivos confidenciais ganhou força e se transformou em um debate nacional. Quando milhares de documentos foram tornados públicos, a divulgação acabou intensificando as controvérsias envolvendo Jeffrey Epstein e suas ligações com figuras poderosas, em vez de encerrar o assunto.
Diversas ações cíveis foram movidas contra Jeffrey Epstein nos anos seguintes ao acordo judicial. Em 2023, os bancos JPMorgan Chase e Deutsche Bank AG também passaram a ser alvo de processos cíveis, acusados de terem facilitado conscientemente os crimes sexuais cometidos por Epstein.
Em 2018, a repórter investigativa Julie K. Brown, do Miami Herald, identificou cerca de 80 supostas sobreviventes de abuso sexual envolvendo Epstein ou seus associados. A repercussão da reportagem levou à reabertura das investigações e, em 2019, um novo processo criminal federal foi instaurado contra ele.
Após as investigações, segundo o governo dos Estados Unidos, as provas contra Jeffrey Epstein apontam que o americano abusou sexualmente de mais de 250 meninas menores de idade. Além disso, as acusações envolvem tráfico humano e ameaças de mortes.
Em 2019, a juíza responsável pelo caso considerou que os acordos firmados entre Epstein e a justiça americana eram ilegais. A decisão colocou o americano de volta na prisão e um mês após o retorno, o financista tirou própria vida.
Epstein foi preso em julho de 2019 no Aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, sob acusações de tráfico sexual, e permaneceu detido sem direito a fiança. Ainda naquele mês, foi encontrado em sua cela em Manhattan com ferimentos que indicavam uma tentativa de suicídio por enforcamento, sendo inicialmente colocado sob vigilância especial. Poucos dias depois, porém, essa vigilância foi suspensa.
Na noite de 9 de agosto, seu companheiro de cela foi retirado e não substituído, e Epstein deixou de ser monitorado por cerca de três horas, em desacordo com os protocolos da prisão. Além disso, câmeras de segurança próximas à cela apresentavam falhas. Na manhã de 10 de agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela, em um caso oficialmente tratado como suicídio por enforcamento.
Durante o processo, a justiça dos EUA também condenou Ghislaine Maxwell, acusada de atuar como suporte de Epstein durante o recrutamento de meninas e jovens menores de idade para a rede de tráfico sexual do americano.
Mesmo após a condenação, e eventualmente, a morte de Jeffrey, os casos envolvendo o americano nunca foram abertos ao público. Nos últimos anos o assunto tomou grande repercussão após vazamentos apontarem uma relação entre Epstein e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o segundo e atual mandato de Trump, os vazamentos dos documentos do arquivo Epstein apontaram que o presidente americano teria enviado uma suposta carta desejando feliz aniversário a Epstein. A carta, porém, utilizava uma silhueta de uma mulher onde havia frases escritas por Trump e uma assinatura do republicano.
Durante a sequência das frases, uma em especial chamou a atenção do público, que acredita ser uma prova de um envolvimento direto do presidente. Ao finalizar, Donald Trump teria desejado que financista acumulasse “novos segredos maravilhosos”.
Apesar das manifestações públicas, a Casa Branca respondeu às acusações dizendo que o Trump nunca desenhou e nem assinou o suposto desenho. Os relatórios divulgados também não evidenciam irregularidades envolvendo o presidente americano e as celebridades citadas.
Com isso, diversas manifestações são realizadas a fim de pedir a liberação das informações sobre o presidente presentes nas investigações do FBI. Mesmo com a repercussão, o órgão americano disponibilizou diversas páginas com fotos e emails, com alguns nomes das vítimas de Jeffrey Epstein, celebridades e políticos, censurados.
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