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Representante comercial dos EUA diz que acordo com a Índia não é ‘iminente’ após conversa entre Modi e Trump
Publicado 02/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Wikimedia Commons
Jamieson Greer, o Representante do Comércio dos Estados Unidos.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, sinalizou nesta quinta-feira (01) que um acordo com a Índia não deve ser fechado em breve, enquanto Washington e Nova Délhi continuam negociando os detalhes de um acordo comercial aguardado há meses.
“Não acho que haja [algo iminente]”, disse Greer em resposta a uma pergunta da agência de notícias indiana ANI, acrescentando que “realmente identificamos o conjunto de questões que continuam sendo pontos de divergência”.
A declaração ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conversarem por telefone. Greer classificou a conversa como “muito construtiva”. Ele também realizou reuniões bilaterais com o ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, que está nos Estados Unidos para negociar o acordo comercial e participar da reunião de ministros do Comércio do G20, em Milwaukee.
Leia também: Tarifas de Trump aproximam Xi, Putin e Modi em cúpula na Índia
Goyal, em uma publicação nas redes sociais, demonstrou uma visão mais otimista sobre as negociações ao destacar que as conversas com Greer tratavam da “conclusão antecipada de um acordo interino mutuamente benéfico no âmbito do Acordo Comercial Bilateral entre Índia e Estados Unidos”.
“Goyal está contabilizando as questões que já foram resolvidas, enquanto Greer está contabilizando as que ainda permanecem”, afirmou Ronak D. Desai, pesquisador visitante da Hoover Institution, da Universidade Stanford, à CNBC. Segundo ele, as questões finais de qualquer acordo comercial costumam ser as mais difíceis.
Para Washington, as compras contínuas de petróleo russo pela Índia continuam sendo um importante ponto de atrito. Para Nova Délhi, a prioridade é proteger setores politicamente importantes da agricultura e obter tarifas preferenciais que deem ao país uma vantagem em relação a seus concorrentes, segundo especialistas.
Na quarta-feira, Modi afirmou que sua conversa com Trump foi “produtiva”. Os dois líderes não apenas revisaram questões relacionadas a comércio bilateral, defesa, energia e tecnologias críticas, como também discutiram os “esforços em andamento para promover a paz e a segurança globais”.
Embora a guerra no Irã tenha ameaçado a segurança energética da Índia, levando o país a aumentar sua dependência do petróleo russo, o governo dos Estados Unidos considera que as compras indianas de petróleo de Moscou estão financiando a guerra na Ucrânia.
As relações entre Estados Unidos e Índia estão sob tensão há mais de um ano, e Nova Délhi enfrenta o risco de Washington impor tarifas de até 100% sobre seus produtos por continuar comprando petróleo russo.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Índia: Modi participará virtualmente da cúpula da ASEAN, descartando reunião com Trump
A medida poderia prejudicar as negociações comerciais, nas quais a Índia busca tarifas preferenciais dos Estados Unidos que tornem suas exportações para o mercado americano mais competitivas.
Os Estados Unidos haviam imposto, em agosto do ano passado, uma tarifa punitiva de 25% sobre a Índia pela compra de petróleo russo, elevando para 50% as tarifas sobre as importações indianas. Em fevereiro, as tarifas foram reduzidas para 18%, com Trump afirmando que a Índia havia “concordado em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela”.
Nova Délhi não endossou os detalhes apresentados por Trump e manteve a posição de que a garantia da segurança energética é o único motivo para suas compras de petróleo russo.
Desde o início do ano, Estados Unidos e Venezuela ganharam importância na matriz energética indiana. No entanto, diante das restrições globais de oferta provocadas pela guerra no Irã, a Índia não pode abrir mão dos suprimentos provenientes de Moscou.
“Também podemos estar chegando aos limites das complementaridades comerciais entre os dois países nas atuais circunstâncias”, afirmou Arpit Chaturvedi, consultor para o Sul da Ásia da empresa de consultoria estratégica Teneo, à CNBC.
Segundo ele, nenhum dos dois lados parece atualmente capaz de atender às demandas do outro, e os países ainda não estão em uma posição que permita simplesmente “concordar em discordar” e concluir o acordo apesar dessas diferenças.
Atualmente, as exportações indianas para os Estados Unidos estão sujeitas a uma tarifa de 10%, após a conclusão de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre atos, políticas e práticas relacionadas ao trabalho forçado em 60 países.
Segundo o governo indiano, uma parcela significativa das exportações do país para os Estados Unidos, como medicamentos genéricos e smartphones, permanece fora do alcance da tarifa de 10%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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