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Roubo do Louvre expõe falhas na segurança dos museus franceses. Comércio ilegal de obras de arte movimenta US$ 6 bi por ano
Publicado 19/10/2025 • 14:53 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 19/10/2025 • 14:53 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
O roubo de joias históricas do Museu do Louvre, em Paris, neste domingo (19), reacendeu a discussão sobre a segurança de bens culturais e a vulnerabilidade do mercado global de arte, um setor que movimenta bilhões de dólares por ano. A ação, que as autoridades acreditam ter durado apenas sete minutos, foi executada por um grupo de três a quatro criminosos e resultou no furto de peças de valor “inestimável” da coleção de Napoleão e da imperatriz Eugénie de Montijo, pertencentes à Coroa Francesa. As informações ainda são preliminares, investigações estão em andamento.

Segundo o Ministério do Interior da França, os assaltantes chegaram por volta das 9h30 (horário local) e utilizaram um elevador mecânico acoplado a um caminhão para acessar a Galeria de Apollo, onde as joias estavam expostas. O grupo quebrou uma janela com uma serra circular, arrombou vitrines e fugiu em motocicletas levando as peças. Entre os itens roubados estão um conjunto de joias, um colar, brincos, um broche e duas coroas. Uma das coroas pertenceu à imperatriz Eugénie e, posteriormente, foi encontrada próximo ao Museu do Louvre, mas danificada.

Autoridades francesas indicam que o ataque foi minuciosamente planejado, com reconhecimento prévio da área, uso de disfarces e logística profissional. Após o crime, a polícia encontrou no local ferramentas, coletes amarelos, gasolina e um walkie-talkie. O Ministério Público de Paris abriu investigação por furto organizado e associação criminosa, enquanto unidades especializadas tentam rastrear as joias para impedir que deixem o país.

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Siga o Times | CNBCEmbora cinematográfico, o assalto ao Louvre representa apenas um dos vários crimes cometidos pelo tráfico global de bens culturais. Acredita-se que esse tipo de crime, que envolve desde pequenos colecionadores até organizações criminosas internacionais, é hoje uma das atividades ilícitas mais lucrativas do mundo, com ganhos anuais de até U$ 6 bilhões, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas.
Entre os desafios do combate ao tráfico de obras de arte está a alta demanda por antiguidades e obras de arte, a leniência das sanções e a exploração de zonas de conflito e vulnerabilidade institucional. Estima-se que menos da metade dos países membros da Interpol forneçam dados sobre roubos de bens culturais, o que dificulta medir a real dimensão do problema.

Esse comércio clandestino é alimentado por um mercado legal em constante expansão. De acordo com o The Art Market Report 2025, as vendas globais de arte movimentaram cerca de US$ 57,5 bilhões no ano passado, apesar de uma queda de 12% em relação a 2023. Os Estados Unidos mantêm a liderança, respondendo por 43% das vendas, seguidos pelo Reino Unido (18%) e pela China (15%). A França, onde ocorreu o roubo no Louvre, ocupa a quarta posição, com US$ 4,2 bilhões em transações — uma redução de 10% em comparação ao ano anterior.

Os números mostram que, mesmo em desaceleração, o mercado de arte continua atraente, tanto para investidores legítimos quanto para redes ilícitas. O valor simbólico e financeiro de peças históricas, aliado à dificuldade de rastreamento, cria um terreno fértil para crimes sofisticados. Em 2019, o setor global já movimentava mais de US$ 64 bilhões, conforme o The Art Market Report 2020.
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