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Rubio contesta Zelensky e afirma que EUA mantêm compartilhamento de inteligência com a Ucrânia
Publicado 19/10/2026 • 10:39 | Atualizado há 39 minutos
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Publicado 19/10/2026 • 10:39 | Atualizado há 39 minutos
KEY POINTS
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou nesta segunda-feira (19) que Washington tenha interrompido o compartilhamento de informações de inteligência com a Ucrânia. A declaração ocorreu após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusar o governo americano de impor restrições à assistência militar oferecida a Kiev.
Durante uma visita ao Uzbequistão, Rubio afirmou que não houve suspensão do serviço e questionou as declarações do líder ucraniano. Segundo o secretário, a prioridade dos países envolvidos deve ser a busca de uma solução diplomática para o conflito com a Rússia.
O chefe da diplomacia americana também disse que não pretende responder individualmente às manifestações de Zelensky ou das autoridades russas. Para ele, os esforços políticos devem se concentrar nas negociações para encerrar a guerra.
Ao abordar as dificuldades enfrentadas pelas forças ucranianas, Rubio informou que um problema de software afetou recentemente o sistema de alerta antecipado do país. A ocorrência está sendo analisada pelo Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM).
O secretário também comentou o uso do Starshield, sistema de comunicação por satélites voltado a aplicações militares e associado à tecnologia Starlink. De acordo com ele, a Ucrânia utiliza a estrutura em suas operações de defesa, mas busca ampliar suas funcionalidades para apoiar ataques contra alvos localizados fora de seu território.
Rubio confirmou que representantes dos dois governos discutem essa possibilidade. A questão envolve os limites impostos por Washington ao emprego de tecnologias americanas em operações militares ucranianas contra a Rússia.
Leia também: Putin propõe cúpula com Trump e Xi para discutir guerra na Ucrânia, sem Zelensky
Outro ponto abordado pelo secretário foi a decisão do presidente Donald Trump de suspender determinadas sanções contra a Rússia por 60 dias. Segundo Rubio, a medida busca criar condições para avaliar possíveis avanços nas negociações entre Moscou e Kiev.
Questionado sobre a disposição do presidente russo, Vladimir Putin, para chegar a um acordo, Rubio afirmou que a diplomacia exige a continuidade do diálogo, mesmo quando não existem garantias de resultados.
O secretário reconheceu que os esforços americanos para encerrar a guerra ainda não produziram os avanços esperados. Apesar disso, sustentou que o governo considera necessário manter abertas as possibilidades de negociação.
Segundo Rubio, o prolongamento dos combates provoca perdas humanas, destruição de infraestrutura e dificuldades crescentes para os países envolvidos. A suspensão temporária de medidas econômicas, na avaliação de Washington, permitiria verificar se existe espaço para um entendimento que impeça mais um ano de conflito.
Rubio também alertou para a possibilidade de incidentes militares atingirem países vizinhos da Ucrânia e da Rússia.
Entre os cenários mencionados estão operações de sabotagem que saiam do controle e drones que, após sofrerem interferência eletrônica, acabem desviados para territórios de outras nações.
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Siga o Times | CNBCO secretário explicou que sistemas de guerra eletrônica podem alterar a trajetória de aeronaves não tripuladas, impedindo que atinjam seus alvos originais. Entretanto, esses equipamentos podem cair em áreas não previstas, criando o risco de incidentes internacionais.
Na avaliação do governo americano, situações desse tipo representam uma ameaça especialmente para os países do Leste Europeu e podem ampliar as consequências de uma guerra que já afeta a segurança regional.
As declarações de Rubio ocorrem em meio a divergências públicas entre os governos americano e ucraniano sobre a condução da guerra.
No domingo (18), Trump criticou Zelensky e afirmou que o presidente ucraniano não estaria demonstrando disposição suficiente para encerrar os combates. O republicano também acusou Kiev de prolongar a resistência militar para continuar recebendo recursos financeiros de aliados ocidentais.
Trump argumentou ainda que a Ucrânia poderia ter conseguido condições mais favoráveis em um acordo negociado há dois anos.
O presidente americano defendeu sua decisão de não apoiar novas sanções previstas na chamada Lei Graham, além de justificar medidas que permitem a compra de diesel russo.
Segundo ele, essas escolhas fazem parte de uma estratégia para evitar o afastamento de Moscou das negociações e impedir uma aproximação maior entre o Kremlin e o Irã.
Trump também afirmou que as conversas diplomáticas apresentam avanços em temas específicos, incluindo a troca de prisioneiros, embora permaneçam divergências sobre as condições necessárias para encerrar a guerra.
Do lado ucraniano, Zelensky apresentou uma avaliação diferente sobre a atuação dos Estados Unidos.
Em entrevista à Bloomberg, o presidente afirmou que as restrições impostas pela administração Trump podem representar uma tentativa de pressionar Kiev a aceitar condições desfavoráveis em um eventual acordo de paz.
Uma das principais reclamações envolve a entrega de mísseis destinados aos sistemas de defesa aérea Patriot. Segundo os números apresentados por Zelensky, o fornecimento mensal teria diminuído de aproximadamente 48 para 12 unidades.
O presidente ucraniano também criticou limitações técnicas na rede Starlink, que, de acordo com ele, dificultam a realização de ataques contra instalações militares e estratégicas em território russo.
Outro ponto de desacordo envolve as ofensivas ucranianas contra refinarias de petróleo da Rússia. Washington tem pressionado Kiev para interromper essas operações, enquanto Zelensky condiciona uma eventual suspensão à ampliação da proteção antiaérea fornecida pelos aliados.
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