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Saiba quantos navios petroleiros conseguiram romper o bloqueio dos EUA e deixar a Venezuela

Publicado 05/01/2026 • 13:29 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • Cerca de 16 petroleiros da "frota fantasma" furaram o bloqueio naval dos EUA na Venezuela logo após a captura de Nicolás Maduro no sábado.
  • A fuga coordenada utilizou táticas de spoofing para falsificar localizações por satélite e o uso de nomes falsos de navios desativados para saturar a vigilância americana.
  • Os negociadores Alex Saab e Ramón Carretero, aliados de Maduro, são os principais suspeitos de contratar as embarcações para escoar petróleo sancionado.

Divulgação/Petrobras

Navio-sonda NS-42

Após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, ao menos 16 petroleiros conseguiram furar o bloqueio marítimo americano e deixar as águas venezuelanas, segundo apuração do The New York Times.

De acordo com o jornal, durante semanas essas embarcações foram identificadas por imagens de satélite atracadas em portos da Venezuela. No entanto, no sábado (3), poucas horas após a captura de Maduro, todos os navios desapareceram simultaneamente do monitoramento público.

Posteriormente, quatro petroleiros foram rastreados a cerca de 48 quilômetros da costa venezuelana, navegando em direção ao leste. Segundo o NYT, as embarcações operavam com nomes falsos e localização adulterada — prática conhecida como spoofing, usada para driblar sistemas de rastreamento marítimo.

Os navios deixaram os portos sem autorização do governo interino de Delcy Rodríguez, segundo comunicados internos da estatal petrolífera venezuelana e fontes do setor ouvidas sob condição de anonimato.

Os outros 12 petroleiros seguem com sinais desligados e ainda não foram identificados em novas imagens de satélite.

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Bloqueio naval e sanções

O bloqueio unilateral às exportações marítimas da Venezuela foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 16 de dezembro.

Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a medida representa uma das maiores “quarentenas marítimas” da história moderna, com impacto direto sobre a capacidade do regime venezuelano de gerar receitas com petróleo.

A empresa americana Chevron não foi afetada pela decisão.

“A quarentena está, na prática, focada em embarcações clandestinas sancionadas que transportam petróleo venezuelano também sancionado”, afirmou um funcionário do governo dos EUA ao NYT no domingo (4).

Até agora, os EUA já confrontaram três navios envolvidos no transporte de petróleo venezuelano:

  • Em 10 de dezembro, o Skipper foi interceptado e apreendido pela Guarda Costeira americana quando seguia para a China;
  • Em 20 de dezembro, o Centuries foi abordado, mas liberado posteriormente;
  • Um terceiro petroleiro — inicialmente chamado Bella 1 e agora Marinerasegue sendo monitorado e perseguido.

Como os navios romperam o bloqueio

Dos 16 petroleiros identificados, 15 estão sob sanções dos EUA por transportarem petróleo iraniano ou russo. Segundo o NYT, ao menos três embarcações deixaram as águas venezuelanas quase simultaneamente, sugerindo coordenação operacional.

A estratégia, segundo especialistas, combinou engano, saturação e dispersão.

“A única maneira real de petroleiros carregados romperem um bloqueio naval é sobrecarregá-lo com múltiplas embarcações saindo ao mesmo tempo”, afirmou Samir Madani, cofundador do TankerTrackers.com, plataforma especializada em monitoramento marítimo.

As táticas fazem parte do repertório da chamada “frota fantasma”, um grupo informal de petroleiros ilegais que utiliza:

  • pintura de cascos com nomes de navios desativados;
  • troca constante de identidade;
  • falsificação deliberada de coordenadas.

O Aquilla II, por exemplo, transmitiu sinal como Cape Balder e simulou estar no Mar Báltico. O Bertha operou como Ekta, declarando estar na Nigéria, assim como o Veronica III, que passou a se identificar como DS Vector. Todos estavam carregados com petróleo bruto, segundo o jornal.

Já o Vesna, operando sob o nome Priya, não transportava petróleo, o que permitiu maior velocidade. No domingo, foi avistado a centenas de quilômetros da Venezuela, navegando para nordeste no Atlântico, a cerca de 40 quilômetros de Granada, no Caribe.

Aliados de Maduro sob suspeita

Segundo o NYT, os navios que romperam o bloqueio teriam sido contratados por negociadores ligados ao regime, entre eles Alex Saab e Ramón Carretero, ambos sancionados pelos EUA e apontados como sócios da família Maduro.

Saab chegou a ser preso nos Estados Unidos em 2021, mas foi libertado em 2023, após uma troca de prisioneiros durante o governo Biden.

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