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Sinais de excesso de oferta afetam fechamento semanal do petróleo
Publicado 07/11/2025 • 17:58 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/11/2025 • 17:58 | Atualizado há 3 meses
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Plataforma de petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (7), mas acumularam perdas na semana, pressionados por sinais de excesso de oferta e pela decisão da Arábia Saudita de reduzir significativamente os preços de venda.
A recuperação limitada na sessão de hoje ainda ocorreu em meio ao aumento dos estoques nos Estados Unidos e a perspectivas de um mercado em situação de excedente no abastecimento.
O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,54% (US$ 0,32 / cerca de R$ 1,73, na cotação atual), a US$ 59,75 (R$ 322,65) o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 0,4% (US$ 0,35 / R$ 1,89), a US$ 63,63 (R$ 343,60) o barril. Na semana, WTI e Brent recuaram 2,02% e 1,76%, respectivamente.
A estatal Saudi Aramco cortou em até US$ 1,40 (R$ 7,56) por barril os preços oficiais de venda para clientes asiáticos e em US$ 0,50 (R$ 2,70) para os EUA, mantendo-os estáveis na Europa.
A medida, segundo analistas, reflete a tentativa de preservar participação de mercado em meio à fraqueza da demanda. Para Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote, o corte “sinaliza preocupação com a demanda e com o ritmo da atividade global”.
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De acordo com a consultoria Ritterbusch and Associates, a valorização do diesel após novos ataques a refinarias russas tem dado algum suporte aos preços, enquanto o dólar mais fraco ajuda a conter perdas. Ainda assim, o aumento de mais de 5 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA, segundo o Departamento de Energia, limitou a recuperação.
Amena Bakr, da consultoria Kpler, ponderou que o mercado enfrenta excesso de oferta, mas que o termo “superávit” é exagerado. “Os volumes são altos, mas não se comparam ao glut da pandemia”, afirmou.
A Oxford Economics lembra que a Opep+ deve interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre de 2026. “O grupo tem se mostrado mais preocupado com o excesso de oferta, em linha com nossas expectativas de que o mercado de petróleo caminhe para um superávit nos próximos meses”, disse ao projetar o Brent a uma média de US$ 63,60 (R$ 343,44) em 2026.
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