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Em meio ao tarifaço, Brasil deve ampliar mercado na China e diversificar exportações, diz especialista do CEBC
Publicado 11/08/2025 • 15:56 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 11/08/2025 • 15:56 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O Brasil intensifica a busca por novos mercados na China em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos, que impôs tarifas de 50% e tem pressionado Pequim a quadruplicar as compras de soja americana.
Segundo Túlio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China, essa demanda de Trump “pode ser um instrumento de negociação”, mas é improvável que se concretize, já que o Brasil domina cerca de 70% do mercado chinês de soja.
“A China também tem buscado aumentar a produção doméstica, mas ainda depende muito do exterior”, disse, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (11).
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Cariello destacou que o comércio do Brasil com China e Estados Unidos é bastante diferente. “Vendemos mais para os EUA produtos com maior valor agregado, principalmente industriais, como aço, máquinas, equipamentos e aeronaves.”
Apesar disso, ele vê potencial para alguns setores agrícolas migrarem para o mercado chinês, especialmente carnes e café. “A China já é o principal mercado da carne bovina brasileira no exterior e tem um consumo crescente de café, com expansão de estabelecimentos brasileiros habilitados para exportação,” disse.
Sobre o consumo de café, Cariello ressaltou a mudança cultural na China, onde “a classe média, maior que a população americana, está mais exposta ao estilo de vida ocidental, com cafeterias como Starbucks e redes locais crescendo bastante.”
O especialista afirmou que, se o café se firmar no país, “vai mudar o jogo no mercado internacional, voltando a ser o tal do ouro verde”. No entanto, alertou para o fato de que o café brasileiro é exportado majoritariamente como produto cru, sem agregação de valor, que é feita no exterior. “É importante buscar a exportação de café premium, torrado aqui no Brasil, que tem crescido muito.”
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