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Exportadores de macadâmia enfrentam impacto com tarifa dos EUA
Publicado 06/08/2025 • 14:25 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/08/2025 • 14:25 | Atualizado há 7 meses
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Os produtores brasileiros de macadâmia estão enfrentando dificuldades após a imposição de tarifas de importação pelos Estados Unidos. A medida resultou no cancelamento de contratos de exportação e forçou empresas do setor a procurar novos mercados.
Em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Maria Tereza Camargo, diretora da QueenNut Macadâmia, afirmou que os Estados Unidos são o principal destino da macadâmia brasileira, representando cerca de 60% das exportações do país. No caso da QueenNut, o mercado americano corresponde a 20% da produção da empresa.
Segundo Camargo, o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros afetou diretamente o setor. “O Brasil é o país que está com a maior tarifa em todos os produtos”, disse. Ela explicou que outras regiões produtoras também foram atingidas, como países africanos, mas com tarifas menores. A África do Sul, atualmente, é o maior produtor mundial da castanha, originária da Austrália.
A diretora esclareceu que os Estados Unidos não são dependentes da macadâmia brasileira. “Eles podem comprar em vários países”, comentou. Ainda assim, o mercado americano vinha crescendo em importância para a QueenNut nos últimos anos.
Com o cancelamento dos contratos, a empresa busca alternativas para escoar a produção. “Estamos procurando outros mercados. Não é crucial, mas é muito importante”, afirmou Camargo. Segundo ela, o mercado interno brasileiro tem crescido, mas ainda não é suficiente para absorver toda a produção.
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Camargo defendeu que o governo ofereça algum tipo de suporte aos pequenos exportadores. “Seria muito bom que a gente pudesse contar com alguma ajuda para enfrentar esse problema”, disse. Para a empresária, linhas de crédito subsidiadas seriam uma forma de mitigar os impactos e permitir a abertura de novos mercados.
A União Europeia é considerada uma possibilidade, mas o setor enfrenta competição com países africanos, que possuem custos de produção mais baixos. O Brasil, segundo ela, tem um custo intermediário, superior ao dos africanos, mas inferior ao da Austrália.
A cidade de Dois Córregos (SP), onde está localizada a QueenNut, é o maior produtor estadual de macadâmia e realiza anualmente a Festa da Macadâmia em setembro. “É reconhecida como a capital da macadâmia no estado de São Paulo”, afirmou Camargo.
Com clima considerado favorável neste ano, a expectativa é de uma nova safra com boa produtividade no início de 2026. A macadâmia, por suas características botânicas, exige clima tropical e tem pouca produção no hemisfério norte, com exceção do Havaí e algumas regiões da China.
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